Segunda-feira, Maio 04, 2009

COMUNICADO

A Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda Nacional Republicana (ASPIG), revê-se nas palavras proferidas pelo Comandante – Geral da Guarda Nacional Republicana (GNR) no seu discurso durante a cerimónia comemorativa dos 98 anos da GNR (03/05/09).
O comandante-geral da GNR admitiu que a aplicação da nova Lei Orgânica "não foi nem é fácil" e garantiu que “será corrigido o que houver para corrigir”.
No entendimento da ASPIG, as palavras do Comandante Geral são um prenúncio de que, efectivamente, alguns “erros” houve na aplicação da vontade política, aplicada à reestruturação da Guarda.
Admitir tais erros é só por si relevante para o carácter de um Comandante – Geral quando este é nomeado pelo Governo. Resta agora saber a dimensão da audácia do Comandante – Geral no que concerne à correcção desses erros, nomeadamente no “conflito” político que daí pode advir.
Se, a título de exemplo, o fim da Brigada de Trânsito e outras Unidades da Guarda foram “um erro”, então como corrigi-lo agora?









Lisboa, 03 de Maio de 2009

O Presidente da Direcção Nacional




José Fernando Dias Alho

13 comentários:

Anónimo disse...

Um tremendo erro foi a extinção da PVT, e a " oferta " à gnr de tais funções. Mas enfim a memória é curta e em 30 anos viu-se a aptidão de alguns destes militares.

Anónimo disse...

"Resta agora saber a dimensão da audácia do Comandante – Geral no que concerne à correcção desses erros, nomeadamente no “conflito” político que daí pode advir."

O Comandante Geral da GNR, no seu discurso, deixou transparecer que tem cracter. Pois não "escondeu" - como é costume nestes eventos - as realidades da Guarda e não se vislumbrou rebaixamento ou receio em presença do Ministro da tutela (Rui Pereira) e do primeiro ministro (José Sócrates).
Resta saber até que ponto a sua audácia, na correcção dos erros, não será "travada" pelos ditames do poder político.
Faço votos para que não!
Por vezes os militares que ainda estão no activo por vontade própria, acabam por não ter nada a perder ao dizerem as verdades.
Se essas verdades embaraçam os políticos é problema deles. Os subordinados vê muito bem e não suportam a falta de dignidade - que não foi o caso - naquele que tem a honra de comandá-los.

Há militares e militares políticos.
Neste caso presumo que estamos na presença de um militar.

Paulo

Anónimo disse...

É descaramento ainda falar da defunta PVT ou fazer comparações. Que Deus lhe perdoe

Anónimo disse...

Nem sempre concordo com o Paulo. Mas desta vez concordo plenamente com a distinção entre militares e militares políticos. No caso presente ainda não sei como classificar o actual cmdt.Estou a aguardar para decidir. É que são raros os que nos tempos actuais se afirmam tão somente como militares. Mesmo depois de atingirem o limite de idade ainda aguardam mais qualquer coisita. Vide o exemplo do anterior

Anónimo disse...

Ainda a chamada reforma da GNR...

Incrível.
A "teimosia e arrogância" deste Governo é por demais.
Corrigir os erros cometidos e mudar de rumo é coisa que ele não aceita fazer. A falhada reforma da GNR é mesmo exemplo disso.

A chamada reforma da GNR anunciada com pompa e circunstância visava segundo o Governo, "emagrecer" o quadro de Oficiais e Sargentos, e colocar mais efectivos na rua (policiamento de proximidade ). Nem uma coisa nem outra conseguiu fazer.

O efeito foi totalmente o contrário, aumentou o número de Tenentes-Generais, Majores- Generais, Coronéis, Majores e as Promoções de Sargentos Mores e Chefes e outros.
A categorias de Guardas ficou tudo na mesma ou pior.
Promoções quase zero, pessoal para a patrulha igual.

Criou depois mais não sem quantos serviços Internos que acabaram por absorver ainda mais efectivos em funções administrativas.

O resultado é este: Dezenas de gabinetes para Oficiais e Sargentos com a simples função de amanuense.

Seria justo e lógico que com tantos Sargentos estes passasem a fazer atendimento, patrulhas e serviços de gratificados tal com acontece na PSP., nde os Chefes e Subchefes fazem patrulhas, atendimento, gratificados, acompanhamentos etc., tal como os agentes.

Na GNR a maioria dos Sargentos que estão nos Serviços Administrativos Têm a Função de amanuenses-escriturários, isto é fazem o mesmo serviço que fazem os Guardas. A diferença só esta no ordenado. Ganham mais.


kkkkkkkkkkk

Anónimo disse...

KKKKKKKK , disse:

«Na GNR a maioria dos Sargentos que estão nos Serviços Administrativos Têm a Função de amanuenses-escriturários, isto é fazem o mesmo serviço que fazem os Guardas. A diferença só esta no ordenado. Ganham mais.»

Concordo consigo.
O sistema, infelizmente, permite isso.
Até há pouco tempo, grande parte dos oficiais não oriundos da Academia Militar, mas com muita experiência de comando, foram desviados para a função de chefia (logistica/pessoal, etc).
É notória a intenção dos militares oriundos da Academia Militar: apenas comandar!!!
A verdade é que a pouca idade e a falta de experiência - apesar da inteligência e boas notas nos cursos - não permitem que o comando efectivo das sub-unidades da Guarda sejam entregues aos militares acabados de sair da Academia Militar.
Mas não é isso que se verifica!!!
O que se verifica é a intenção de "sacudir" os oficiais não oriundos da Academia para serviços administrativos e tudo o que é "Comando" aos que foram formados na Academia Militar.
Hoje, na categoria de oficial existem três grupos: 1.º Oriundos da Academia; 2.º Oriundos de oficiais milicianos; 3.º Oriundos de da categoria de Guardas/Sargentos.
Três motivações diferentes que "fazem" uma "guerra" pouco conhecida mas que - diga-se o que se disser - existe.
Espero que não haja uma "revolução".

*****

Anónimo disse...

Anonimo de 07MAIO, 2009 13:02, disse:

«Nem sempre concordo com o Paulo. Mas desta vez concordo plenamente com a distinção entre militares e militares políticos.»


Obrigado!!!


Sabe, se conhecer a história da guerra do ex-Ultramar vai ver quantas "jogadas "houve entre militares. Quantos militares teriam morrido só para que o Oficial (X) fosse o vencedor e o oficial (Y) não ficasse com os "louros" da tomada da posição do "IN".
Muita coisa passada nos anos da guerra colonial ainda estão por saber.
São coisas que já vêm de muito longe...
Veja-se o enxovalho por parte do Salazar ao marechal Craveiro Lopes (Presidente da República). só por este ter dito « Julgo que deveriam discutir-se livremente certos aspectos fundamentais da política geral, a evolução da vida económica e os problemas ultramarinos».

Veja-se o Kaúlza de Arriaga que afinal era um defensor do papel das elites e alertou para os perigos da proletarização dos quadros das Forças Armadas, com a entrada dos filhos das classes baixas nas escolas militares.

Esta ideia das elites ainda não está completamente "apagada" mesmo no pensamento de certos oficiais que são filhos da classe baixa.

Mas isto é apenas uma "base" para a reflexão...afinal as coisas não acontecem por acaso. Há sempre um passado onde se forjou o presente e assombrará o futuro.

Para terminar, é bom lembrar o poeta António Aleixo:


"Da guerra os grandes culpados

Que espalham a dor da terra,

São os menos acusados

Como culpados da guerra. "


Paulo

Anónimo disse...

Oh Paulo não me venha contar histórias da guerra do ultramar. Nessa, estou pós- doutorado. Fui protagonista. Fiquemos por aqui

Anónimo disse...

Grande poeta Aleixo...

Quase sem saber ler, mas dotado de uma inteligência rara, as suas palavras ainda hoje são verdades que a muitos incomodam, pelo que parece...

Um bom dia para o camarada Paulo.


NB.

Um patrulheiro do territorial disse...

Este blogue e respectiva caixa de comentários perdeu a dinâmica, cuja razão ou justificação encontradas assentam, essencialmente, na "política" de censura a que foi sujeito por parte da administração.

Por aqui se iam dizendo umas verdades que, ao que parece, incomandavam alguns. E a administração não fica isenta.

Dizer que elementos da ex-Brigada Fiscal vão à Lota de Setúbal e à Praça do Livremento ao peixe e não pagam, não é estar a dizer mal. É uma constatação. Dizer que alguns elementos da ex-Brigada Fiscal se dedicam a actividades ilícitas usando da boa fé dos outros e utilizando para o efeito os meios da própria instituição, não é dizer mal. É uma constatação.

Dizer que os elementos da ex-Brigada Fiscal se atropelam uns aos outros dentro do quartel, sem nada fazerem durante todo o santo dia, porque à noite então aí torna-se escandaloso, porque estão em casa, na caminha, não é dizer mal, é uma constatação.

Dizer que os dos Postos Territoriais chegam a fazer durante a semana três e quatro noites de serviço, sem poderem ir à cama ou dormir com a mulher, não é uma crítica. É uma constatação.

Dizer que o que se passa presentemente na UCC é vergonhoso, escandaloso e até criminoso, não é uma crítica, é uma constatação.

Lá vai mais este comentário para a censura

Anónimo disse...

A culpa do que se passa na UCC, é dos srs.comandantes dessas sub unidades. Em setúbal o sr. capitão e os seus sargentos estão mais preocupados com os estudos do que o contrabando no rio. A tenenta precisa de um condutor e respectivo veiculo para ir da rodoviaria para o sub destacamento e vice versa, a pé não vai, embora levasse menos tempo. O sr. sargento que não se aproxime muito de sagres, porque deixou lá o rabo entalado e as verdades veem sempre ao de cima. Cuidado!

Anónimo disse...

A reestruturação da Guarda serviu, apenas, para melhor enquadrar quem estava a ficar desenquadrado: os mesmos de sempre, que vale por dizer que são os oficiais e alguns sargentos. Se até então a irresponsabilidade, a incompetência e o parasitismo reinavam na Guarda, agora verifica-se que todas essas inaptidões crescem de dia para dia assustadoramente. E ainda há quem diga que está mal pago. Ainda há quem diga que 1000 Euros por mês é pouco. Desgraçados, que sois pobres e mal agradecidos. Eu não vos queria para guardar dos pássaros os figos das figueiras da minha fazenda. Bem de borla! É que corria o risco de não colher figos e ainda por cima de ficar sem as figueiras. Apresso-me da reforma, para ver se me vejo livre de quem não quer trabalhar nem sabe trabalhar. De quem apenas pensa em governar-se mesmo para que para isso tenha de atropelar tudo e todos, em desrespeito da lei, da ordem e da legalidade democrática. Viver no seio de tão ignóbil estirpe, é pernecioso e a seu tempo torna-se doença crónica. Ficai e aturai-os, que eu estou de partida. Já vou perdendo a paciência de tanto "desmamar" essa chusma de incompetência proporcional à vaidade que denotam e à estupidez que manifestam. Porra! Já chega!!

Ass: Colibri

Anónimo disse...

Sr. Colibri
há já várias semanas que não via neste blog uma escrita tão certa. E destaco esta passagem:

"Apresso-me da reforma, para ver se me vejo livre de quem não quer trabalhar nem sabe trabalhar. De quem apenas pensa em governar-se mesmo para que para isso tenha de atropelar tudo e todos, em desrespeito da lei, da ordem e da legalidade democrática. Viver no seio de tão ignóbil estirpe, é pernecioso e a seu tempo torna-se doença crónica."
Simplesmente a mais pura das verdades que infelizmente se aplica, ainda, a alguns, bastantes, elementos deste Corpo.