Sábado, Abril 04, 2009

HORÁRIO DE SERVIÇO PARA A GNR

MILITARES VÃO TER LIMITE DE HORÁRIO
( extrato notícia do Correio da Manhã - edição de 04/04/2009)

(...) "É o dia mais feliz da minha vida. Algo por que andava a lutar há 23 anos e que agora vai ser aplicado a toda a GNR." A confissão é do presidente da Associação Sócio-profissional Independente da Guarda (ASPIG), José Alho, e é explicada pela promessa feita pelo Gabinete do Ministro da Administração Interna. "Garantiram-me que no novo estatuto da GNR [que deverá ser aprovado no espaço de duas semanas] vai estar previsto o limite horário de 144 horas por mês, tal como a ASPIG tinha proposto", admitiu ao CM. Era uma das exigências dos militares que queriam os mesmos direitos que a PSP. Recentemente foram dados a conhecer casos de elementos da GNR que faziam mais de 200 horas/mês.

PORMENORES

SEM FOLGAS

Dezenas de militares destacados para o Rali de Portugal e Volta ao Alentejo em Bicicleta viram-se privados do único fim-de-semana completo em sete semanas para folgar. "O comando diz que sim a tudo, ficando alguns elementos privados dos seus direitos", denuncia fonte da Associação dos Profissionais da Guarda.

12 HORAS DIÁRIAS

Devido à operação de segurança ao Rali de Portugal, no Algarve, dezenas de militares do Destacamento de Faro da GNR estão a ser obrigados a trabalhar mais de 12 horas diárias nos troços da prova.

ASPIG -Direc. Nacional

62 comentários:

Anabela Azevedo disse...

Boas notícias. Espero que se venha a cumprir. Quanto aos "louros" o bom senso recomenda silêncio.

Marina disse...

é uma boa notícia se isso realmente se aplicasse na pratica. as horas de atendimento e apoio não contam para as horas mensais, os comandantes de posto têm indicaçóes para não as contabilizar e não as apontar, o que revela uma grande ilegalidade, logo o militar que faz as ditas 144horas apenas estão a ser contabilizadas as horas de patrulha às ocorrências, patrulhas apeadas e operações.assim, um militar que faça num mês 4 atendimentos e 4 apoios acrescenta 48 horas que ninguem conta...
de qualquer modo temos de agradecer o apoio da ASPIG por preocupar-se com os militares. se me permitem gostaria de informar que mesmo depois do MAI ter dado ordens publicamente que não queria um agente sozinho num posto ou esquadra tal facto continua a acontecer.

Anónimo disse...

Camarada e Sr. José Alho

O senhor é a face mais vísivel da ASPIG, logo os sócios desta associação assim como os militares em geral da Guarda, esperam que seja diferente daquele Dirigente da APG, que se auto proclama representante da maioria dos militares da GNR.
Os bons e verdadeiros militares da Guarda não querem que cometa o mesmo erro, que diga que é ou deixa de ser o tal representante das maiorias. Para retórica e demagogia já chegam os anti-militar e anti-GNR.
O que todos esperam é que a ASPIG seu presidente ou seus representantes em geral, sejam a voz amiga e fiel, sem demagogias, sem preconceitos das aspirações, anseios e legítimas expectativas de todos os militares da nobre e mui prestigiada instituição Guarda Nacional Republicana.

Sem receios,com lealdade para com os seus camaradas, sentido de responsabilidade e respeito pela hierarquia da Guarda e Governo de Portugal, exorto-o a continuar o seu caminho de homem sério, humilde e corajoso, para que a Gurada tenha tudo o que merece e os seus militares sejam devidamente reconhecidos pelo vasto serviço que prestam ao povo e ao país no seu todo.


Um abraço de felicitações para a ASPIG.

Lisboa, 4 de Abril de 2009.


Ass: Um Militar da Guarda

Anónimo disse...

Ó Dª Marina.
As horas de atendimento e de apoio,
presentemente não contam é para efeitos de atribuição (quanto a mim mal) do suplemento de patrulha.
Outra coisa é terem de contar obrigatóriamente, como tempo de serviço prestado, num determinado período de tempo, como uma semana por exemplo.
Não está a imaginar, que um elemento numa semana, fez quatro atendimentos e três patrulhas, e que lhe digam que só trabalhou três dias. Então e os outros quatro, são de borla, não são também serviço prestado?
Uma coisa é um patamar (quanto a mim mal) de um número de horas, para atribuição dum subsídio, outra coisa é um determinado número de horas, que uma pessoa tem que fazer por semana (horário de serviço), independentemente dos serviços que se façam.
Portanto. À que ter calma, não misturar as coisas, e estar atento.

Anónimo disse...

Camarada “Zé Alho”
Há cerca de 20 anos que calcorreamos os caminhos do Alentejo e, nas gélidas noites de Inverno assim como nas “brasas” do Verão Alentejano, sempre fomos sensível ás “tempestades” políticas em noites que, sobre o alcatrão, apenas ouvíamos cantar os melros do desespero ao ritmo dos ponteiros dos relógios que determinavam as 8 horas seguidas de cada patrulha.
Outros tempos…
Entretanto tudo mudou. Até os nossos rostos e a cor do cabelo - que ficou igual à saudade – mudaram. Foi um orgulho ter-te comandado e ouvido, horas a fio, a exposição das tuas ideias que, desde muito sedo, deixaram transparecer quão grande era a tua vontade na defesa dos militares da Guarda.
Hoje ainda “erramos” por essas estradas do Sul…com óculos de lentes graduadas, menos cabelos, cambaleando e com problemas de coluna. Marcas de “guerras” antigas.
Tu sob os holofotes da “ribalta”, essa cruel exposição…e eu – forjado no mesmo caldeirão – mantive-me encoberto, nas retaguardas profundas da “terra de ninguém”, não fosse o diabo tece-las…
Tiveste “altos e baixos”, fizeram-te a cabeça em água, foste punido, viste processos arquivados, não foste promovido, experimentas-te várias classes de comportamento, descontaram-te dinheiro do vencimento no âmbito de penas disciplinares, etc.
Hoje és uma referência dos que lutaram por melhores condições da enorme família anónima que são os militares da Guarda. Tal facto tem desencadeado em mim uma certa vontade de aparecer – para espanto de meio mundo – no “palco da ribalta” para te agradecer – de carne e osso - o quanto fizeste em prol dos militares da Guarda apesar de vivermos em quotidianos de areias movediças…
Mas, vou tentar manter-me na trincheira para bem da Nação e para que os “louros” sejam só teus porque, afinal…foste tu que deste a cara sozinho.
Espero que já me tenha identificado mas deixa que eu acabe nesta “caverna” escura até porque já nem sei se os meus olhos aguentam a luz do dia…
Abraço

Anónimo disse...

O Estatuto é apenas uma consequência de toda uma política sem nexo. Desde o Ministério ao interior da polícia.

Mas, 9 sindicatos? Não é correcto. Faltam os sindicatos dos alunos do ICPSI, dos civis, dos agentes provisórios, dos agentes em serviço interno, dos agentes de investigação, dos agentes de intervenção, dos agentes de operações especiais, dos agentes do CSP, dos agentes de trânsito … e até o das empregadas de limpeza…

Com tanto sindicato e com tanta balela que união e força sindical terão os polícias? Talvez a mesma com que muitos praticam as suas actuações diárias: Deixa andar…

Enquanto não se unirem pela sua dignidade, enquanto não reflectirem um pensamento geral e que vise realmente a acção policial e a reivindicação de leis mais justas, até podem pedir cuecas de renda, que o resultado será nickles. As estruturas sindicais parecem existir de acordo com alguns interesses de cada classe, de uma ou outra cor política e não reflectem de modo algum a classe dos polícias, que é uma, independentemente dos postos.

E divididos continuarão a lamentar-se diariamente, cada um no seu sindicatozinho olhando o seu umbigo.

E agora terão alguma hipótese de ver alguns anseios alcançados porque o actual governo, politicamente falando, precisa de votos… Caso contrário nem lhes passavam cartão por tanta desunião: dizem que programada sob o lema; “dividir para reinar”!

O cidadão quer mais segurança. O polícia quer leis e condições de trabalho para dar mais segurança.

Nesta dualidade deveria ser centrada a actuação das associações socioprofissionais das polícias.

De resto é chover no molhado e são banalidades a que já ninguém liga. A polícia, segundo se ouve por aí, está entregue a nomeados a quem chamam de comissários políticos que serão chutados se mudar o governo. Coisas…


*********

Anabela Azevedo disse...

«Com 13 presenças, o governo continua inamovível no top, dado que o Prós & Prós é o programa do governo, pelo governo e para o governo. O “debate” da segurança interna foi mais um exemplo desta servidão governamental. Serviu para o ministro da Administração Interna recuperar alguma face perante estatísticas e críticas recentes. O ministro jantou antes do programa num restaurante de Belém com o comandantes geral da GNR, com o director nacional da PSP e com o secretário-geral da Segurança Interna, que ficou ao seu lado no palco. O comandantes da GNR e da PSP ficaram na plateia, prestando-se a servir de jarrões de flores ministeriais, quase sem terem direito à palavra e inscrevendo-se, pelo que disseram e pelo silêncio, no discurso do ministro de quem dependem (e com quem tinham acabado de jantar), assim desprestigiando as suas instituições. Não admira que pelo menos um dirigente sindical das polícias tenha sido censurado por Fátima Campos Ferreira, transformada em assessora do governo com o pelouro do mais notório programa de controle da agenda informativa. A fraude viu-se, entre outros elementos, pela intervenção de cada participante. Rui Pereira dominou o debate em intervenções e em tempo. A plateia forneceu fardas e só serviu para fingir “debate”. À parte uma participação do presidente do Observatório da Segurança, Garcia Leandro, a plateia fez de bibelot: o programa teve quase duas horas e, ao fim da segunda parte, ultrapassando uma hora, só tinha havido uma mini-intervenção dum dos supostos participantes da plateia. Não é demais dizê-lo: o Prós & Prós é uma peça central no agenda-setting do governo e na sua estratégia comunicacional de aplacar críticas e de tentar o volte-face em áreas sectoriais. Num operador público decente, este programa não existiria. Mas Campos Ferreira e a Direcção de Informação da RTP prestam paulatinamente vassalagem ao governo; e com eles colaboram, afinal, todos os partidos da oposição, do PP ao BE, ao avalizarem com a sua presença esta fraude do jornalismo e do debate sério. Se tivessem coragem, os partidos da oposição deixavam de participar neste beija-mão ao governo, deixando-o a falar sozinho ou com as corporações salazaristas. Mas vivem na miragem das migalhas do tempo de antena, que só servem, afinal, para abrilhantar a propaganda governamental.»

Eduardo Cintra Torres, Público

Anónimo disse...

A informação jornalística é como a politica.

Uns preferem o J. Publico, outros o J. Noticias, outros o C. manhã e assim por diante.
Tal como nos partidos, uns votam PS, outros PSD, outros PCP, etc, ... e conforme a cor do seus gostos assim é o voto e a leitura dos acontecimentos.

A última notícia como é óbvio, identifica-se com o jornalista que a escreveu, e com o Anabelo Azevedo...

Nada de novo camarada Azevedo, quem conhece o senhor jornalista sabe em que barco este navega. A favor da sua corrente... ok.


Para terminar deixo um conselho ao Administrador do Blog. Coloque este Blog com a funcionalidade que vos permita moderar/filtrar os comentários, evitando assim situações e comentários que nada de útil trazem para o debate, a não ser o sistemático lavar de roupa suja e verborreia ordinária e ofensiva, de pessoas mal intencionadas.


D. Castro.

Rui disse...

Ora aí está o "D. Castro" a apelar ao lápis azul. Censura e já!
Este "senhor" faz insinuações várias e até juizos de valor a respeito de pessoas que, ao fim e ao cabo, merecem mais credibilidade do que ele. Porque o autor do artigo e quem o postou aqui no fórum estão identificados, mas o "D. Castro" refugia-se no anonimato. É próprio dessa gente "corajosa" que na hora da verdade mete-se em casa e esconde-se debaixo da cama.
Apelar ao lápiz azul é próprio de ditadorzitos e gente menor, sem importância ou qualquer utilidade para a sociedade em geral.

Retrate-se se faz favor ou então desopile daqui.

Anónimo disse...

Sem querer ser advogado do diabo, deixo aqui algumas considerações sobre o que é um "sistema dual" nas Forças de Segurança... e já agora esclarecer alguma confusão que por aí anda quanto aos paises que possuem este tipo de forças na Europa e os porquês : - Portugal (...ditadura fascista de Salazar) - Espanha ( diatadura fascista de Franco) - Itália ( ditadura fascista de Mussolini )...estes foram durante séculos os países mais atrasados da Eutopa, sob o ponto de vista político, social e econónico e democrático, depois temos a França, que adoptou o sistema dual, aquando das suas políticas expansionistas europeias... A Bélgica tinha este modelo dual é já o abandonou, a Holanda ainda o possui, mas com caracteristicas bem diferentes, em que possuem sincicatos com direito à greve, etc. etc.
Bem mas vamos aos porquês das necessidades dos sistemas "duais". Espero que o que vou escrever sirva para alguma reflexão e esclarecimento:
Um Sistema dual de Forças de Segurança significa que pelo menos uma das forças policiais existentes no País é de cariz militar.



É esta situação aberrante, que teima em persistir e que a jovem democracia portuguesa ainda não resolveu. Obrigatoriamente, terá que, mais cedo ou mais tarde , vir a ser objecto de debate pela sociedade civil em Portugal. Será como que um encontro com a história, um ajuste de contas com o passado.



A profunda crise contemporânea, que atravessa as sociedades capitalistas, é essencialmente uma crise de valores…ou melhor, da falta deles… tanto no aspecto político, como económico, como social. Esta nova ordem mundial da globalização das economias, arrasta consigo simultaneamente a globalização da pobreza, provocando à escala mundial a exclusão social de centenas de milhões de seres humanos. O mais impressionante em tudo isto, é que nada é feito por mero acaso…Este aumento da exclusão social, é provocado pelo poder económico capitalista com um duplo objectivo: O primeiro objectivo é do domínio político, aumentando os níveis de pobreza e o número de pobres, faz com que as massas trabalhadoras percam grande parte do seu poder reivindicativo, que em troca do seu posto de trabalho, mesmo que precário, são forçados a abdicar de parte dos seus direitos e regalias sociais, conseguidas através de duras e sangrentas lutas de dezenas e dezenas de anos, bem como, na aceitação da redução significativa dos seus salários, enchendo assim, ainda mais os bolsos do mundo do capital, que quanto à obtenção do lucro é doentiamente insaciável. Pode-se afirmar que com a entrada do novo milénio a evolução social sobre estas vertentes teve um profundo retrocesso de largas dezenas de anos. O segundo objectivo, está inteiramente dependente do primeiro, com o aumento da pobreza, da exclusão social, da miséria humana, há forçosamente o aumento da criminalidade e de situações marginais e é em nome do combate a esta criminalidade, agora muito em voga, no combate ao terrorismo, que se restringem os direitos, as liberdades e as garantias das populações… e transformam assim as nossas vidas num autêntico “ Big Brother “ global, em nome da “segurança”. Forçam-nos a abdicar de tudo, inclusive da nossa privacidade. Contudo, a criminalidade, nomeadamente a criminalidade violenta, não pára de crescer, como aliás, não param de crescer os níveis de insegurança, de restrições às liberdades, direitos e das garantias mais elementares da vivência democrática.



Perguntarão, o que é que isto tem a ver com o sistema dual de forças de segurança no nosso País? Tudo!!! Tem tudo a ver.



Portugal, ao longo de toda a sua existência, e já lá vão quase nove séculos, nunca teve tradições democráticas. Foram as monarquias absolutas… os poderes régios… as inquisições… a ditadura fascista… longos períodos sem liberdades democráticas… mas que tiveram sempre uma enorme oposição dos movimentos de massas populares, amplamente representativas das aspirações e sentimentos do povo, que se organizavam e lutavam contra as tiranias totalitárias e anti-democráticas… e por sua vez, os regimes ditatoriais na impossibilidade de reprimirem esses movimentos de contestação com as Forças Armadas, porque se o fizessem, dariam a esses combates as características de guerrilha civil e um pouco à imagem dos outros países mediterrânicos, que também viveram períodos de ditaduras, Portugal deu um estatuto militarizado às forças policiais, isto é, conferiu às Forças Armadas, através das forças policiais a manutenção da ordem e da paz pública ao nível interno, para assim poder reprimir de forma mais eficaz e brutal os movimentos contestatários. Daí poder-se afirmar que uma força policial de cariz militar está profundamente ligada à obediência cega, à repressão, à falta de democracia e de liberdades.
Porque se mantém semelhante situação em Portugal, três décadas após a conquista da democracia?

Opiniões, temo-las para todos os gostos, desde a opinião de um Sr. General, em que justifica a natureza militar da GNR, com a situação de conflito entre a Irlanda do Norte e o Reino Unido, pasme-se, não consigo descortinar qual semelhança entre Portugal e o conflito entre aqueles dois Estados, a não ser que tenhamos em consideração (perdoem-me o humor) algumas declarações do Presidente de um dos Governos das nossas regiões autónomas…outros argumentam ainda, para o carácter rural que a Guarda têm, imagine-se, como se estivéssemos agora no inicio de século XX… depois existe a argumentação dos nossos políticos em que afirmam que a GNR não pode perder a vertente militar, nem deixar de ser um Corpo Especial de Tropas por três motivos: Primeiro – devido à profissionalização das Forças Armadas, que levou a redução drástica dos seus efectivos, que teve como consequência a sua retracção ao nível do Território Nacional, encontrando-se as mesmas actualmente vocacionadas “apenas” para missões internacionais. (Contrariamente à Constituição da Republica, vão atribuir à GNR a missão de defesa nacional em tempo de paz). Segundo – para situações semelhantes ao Iraque, avança a GNR e não as Forças Armadas, assim, Portugal nunca será acusado pela Comunidade Internacional de invadir um Estado Soberano, porque envia uma Força Policial e não as suas Forças Armadas. Terceiro – Portugal já possui uma Força Policial, a PSP, de cariz civil, com direitos à formação de sindicatos (pese embora o facto de serem sindicatos com direitos amputados), daí a necessidade política, de manter uma força policial da cariz militar, para que os seus profissionais não possam ser sindicalizados…



Impressionante esta argumentação de politicos que foram democraticamente eleitos pelo povo!!!



Porque será, que aqueles que são os responsáveis máximos pelos destinos do nosso País, têm tanto medo do exercício da democracia?? Porque será que teima em permanecer as mentalidades do passado, mesmo entre aqueles que se afirmam progressistas??

Num País democrático, completamente inserido no espaço comum europeu é profundamente negativo insistir na natureza militar para uma Força de Segurança e torná-la dependente de um dos ramos das Forças Armadas.
A Democracia é por essência um regime civilista. A não alteração da condição militar converter-se-á num enorme retrocesso naquilo que deve ser a evolução natural de uma Força Policial moderna, com novos métodos de formação, de qualificação e de acção dos seus quadros, empenhada na segurança e na protecção das populações e dos seus bens, assente fundamentalmente no policiamento de visibilidade, preventivo e de proximidade junto dos cidadãos, à imagem daquilo que é já prática comum na grande maioria das Policias existente no espaço da União Europeia.
A autonomia de que esta Força Policial deveria gozar fica ainda muito mais comprometida ao atribuírem-lhe agora, com a nova lei orgânica, responsabilidades na área da Defesa Nacional, quando essa missão histórica está constitucionalmente atribuída às Forças Armadas; bem como, o acentuar do reforço da componente militar no seu interior, transformando-a num corpo especial de tropas, que na prática mais não é do que a tentativa da criação do 4º ramo das Forças Armadas.
Sujeitar os profissionais desta Força Policial ao estatuto da condição militar, restringir-lhes direitos, negando-lhes um horário de trabalho, impondo-lhes a justiça militar, não reconhecendo nem aceitando a participação das Associações Socioprofissionais nos órgãos consultivos; impedir a natural progressão na carreira aos postos superiores da Instituição. Isso sim, são factores de grande instabilidade institucional, geradores de disfunções e de consequências negativas imprevisíveis na qualidade do serviço prestado aos cidadãos.

Nos últimos tempos tem-se vindo a assistir a uma enorme pressão do "lóbi militar " sobre o poder político democrático, em relação ao conceito do que deve ser uma força policial num País inserido no espaço económico europeu.
Mais de três décadas volvidas, após a democratização do País, certos sectores militares querem ainda continuar com aquilo que era a pratica comum do Estado Novo – a militarização das Forças de Segurança – transformando neste caso, a GNR, numa "quinta de interesses castrenses", vendo nela a única hipótese de muitos dos seus oficiais superiores, poderem garantir o generalato.

Quando falo, do “Lóbi Militar” estou-me a referir a um lóbi bastante poderoso em Portugal, veja-se o caso concreto da GNR, em que na década 90 se encontravam nesta instituição em missão de diligência dois Oficiais Generais (o Comandante Geral com a patente de Tenente-General e o 2º Comandante com a patente de Major-General), em 2007 estão na Guarda Nacional Republicana 11 (onze) Oficiais Generais proveniente do Exército Português. Veja-se o poder de influência que esse sector da sociedade portuguesa ainda detêm no nosso País??!! A única excepção na Europa para esta situação, é o caso Português. Somos o único País em que uma Força de Segurança é enquadrada por militares das Forças Armadas.

Olhe-se, só a titulo de exemplo, para o modelo "Guardia Civil" espanhola, não consta que seja menos eficiente que a GNR, antes pelo contrário, é uma força policial com muito mais efectivos e mais amplas competências, num país com problemas de segurança bastante mais graves que Portugal. Há muito que o seu comando foi transformado numa direcção nacional, com um director nacional, civil, um subdirector nacional, o comandante operacional, que é Major-General dos quadros militares da Guarda Civil, e dois outros subdirectores civis para os recursos humanos e administrativos. Ou seja, uma organização superior mista civil-militar menos pesada, apesar de se tratar de uma instituição com uma estrutura muito superior à da GNR. De notar, que o mais elevado escalão militar da "Guardia Civil" era até há bem pouco tempo de Major-General, quando em Portugal, na GNR, são quatro tenentes-generais (três estrelas) e sete majores-generais (duas estrelas) A nossa ancestral mania das grandezas!

Felizmente, que o mundo hoje, já compreendeu que não é com uma força militar, por muito qualificada e apetrechada que esteja, que se combatem os fenómenos anti-sociais. O combate à criminalidade organizada, ao terrorismo, à pequena criminalidade, o controlo dos movimentos de massas, a segurança dos cidadãos, passa pela modernização de funcionamento das forças policiais, baseando-se essa modernização na qualificação, na eficiência técnico/táctica, no aperfeiçoamento comunicativo/informativo e na sua rapidez de actuação, em nada compatível com o peso de uma qualquer acção militar.

A família militar e Forças Armadas Portuguesas, devem ser merecedoras de todo o respeito e consideração por parte do povo português, contudo o poder político democraticamente eleito deve assegurar que a cada Força, tenha a seu cargo a função e a missão específica que a Constituição da Republica lhes atribui. Por razões históricas, deve-se ter sempre presente que “um militar armado em polícia, nem é bom militar nem bom polícia”, daí ser um imperativo legal e constitucional a eliminação da atribuição do estatuto de condição militar ao profissional da GNR.

Anabela Azevedo disse...

Anónimo de 05 Abril, 2009 13:15, que belo comentário, extraordinário, real e extremamente lúcido. Mas se os Generais o lêem, e chegam a saber quem o produziu, deitam-lhe fogo. Ai não duvide!
Querem lá eles saber da crise de valores ou outra, dos fenómenos anti-sociais ou criminalidade violenta, segurança dos portugueses ou das portuguesas. Eles querem é pópó e lacaio para os conduzir e outras vassalagens. E no final do mês venha o meu e deixa andar. O patrulheiro e as populações que carecem de segurança e que para isso fazem os seus descontos e pagam os seus impostos, é que sofrem.

Se essa gente pudesse as Associações Socioprofissionais já tinham sido aniquiladas.

Anónimo disse...

O que eu acho triste é um filho de 1 cabo da guarda republicano deixar que a GNR sofra e passe a ser (como é) o 4º e 5º ramos do exército.
Tem uma zanga aos guardilhas!
Lembre-se e tenha honra no seu pai.
Sr. GCG lembre-se que é filho de um GNR.

Anónimo disse...

Ao Anónimo das 13:15
A sua argumentação até estaria certa que não padecesse de um erro: mistura o caracter militar com o enquadramento por gen da tropa.Uma coisa nada tem a ver com a outra. É evidente que há uma enorme aberração na estadia dos gen que só se justifica pelas razões que enuncia. Os gen podem regressar a "penates" que não fazem falta nenhuma que a guarda pode permanecer militar e ser comandada por profissionais. Sabia que recentemente nos USA militarizaram algumas policias? Será que também têm tradições ditatoriais? Foi por uma razão muito simples. Verificaram que o rendimento, prontidão, qualidade do serviço era melhor. Deixemos de ser líricos. No dia em que a guarda for igual a policia uma delas é extinta. Não faz sentido haver duplicidade de forças. E não será a policia. Portanto tem de haver alguma diferença. Ainda não percebi qual o inconveniente do estatuto militar. Só é militar quem quer. E só foi para a guarda quem quis.Querem ser funcionários públicos, muito bem assumam-no. Não podem é querer sol na eira e chuva no nabal.

Anónimo disse...

Ao anónimo de 05 Abril, 2009 17:07

Por norma não comento comentários que não são providos de alguma qualidade e rigor, contudo abro-lhe uma excepção e pergunto-lhe: Conhece a Constituição da Republica Portuguesa(CRP)? Seguramente que não!!! Caso contrário não teria escrito o que escreveu a respeito do meu comentário. Sabe, a CRP é a lei base de todas as leis deste País, isto é, de uma forma simples para que possar perceber: A CRP é a mãe de todas as leis...é lá, não mãe de todas as Leis, ( se consultar..deve fazê-lo) só encontra referências a Militares das Forças Armadas, em parte alguma encontra escrito "militares da GNR"... e ainda à bem pouco tempo, o sr ministro das finanças afirmou que a GNR é uma força policial e não militar,isto a pretexto, do aumento do subsídio da condição militar para as FA's. Não ouviu?? Ou anda desatento??
Quanto a uma possivel extinção da GNR e da PSP, defendo essa ideia a 100% e vou até mais longe, defendo a integração de todas as polícia, num Corpo Nacional de Policia...já imaginou quanto é que este País não ganhava em recursos: Logisticos, Financeiros, Administrativos e Operacionais? Pense nisso, por favor!!!

Anónimo disse...

"AGORA SEM ERROS DE ORTOGRAFIA"

Ao anónimo de 05 Abril, 2009 17:07

Por norma não escrevo sobre comentários desprovidos de alguma qualidade e rigor, contudo abro-lhe uma excepção e pergunto-lhe: Conhece a Constituição da Republica Portuguesa (CRP)? Seguramente que não !!! Caso contrário não teria escrito o que escreveu a respeito do meu comentário. Sabe, a CRP é a lei base de todas as leis deste País, isto é, de uma forma simples para que possa perceber: A CRP é a mãe de todas as leis...e lá, na mãe de todas as Leis, ( se consultar..e deve fazê-lo) só encontra referências a Militares das Forças Armadas, em parte alguma encontra escrito "militares da GNR"... e ainda à bem pouco tempo, o Sr. Ministro das Finanças afirmou que a GNR é uma força policial e não militar, isto a pretexto, do aumento do subsídio da condição militar para as FA's. Não ouviu ?? Ou anda desatento ??
Quanto a uma possível extinção da GNR e da PSP, defendo essa ideia a 100% e vou até mais longe, defendo a integração de todas as polícias, num Corpo Nacional de Policia...já imaginou quanto é que este País não ganhava em recursos: Logísticos, Financeiros, Administrativos e Operacionais? Pense nisso, por favor!!!

Anónimo disse...

Em relação ao comentador das 19h44 de hoje (05/04/2009) tenho a manifestar o meu apoio.
Primeiro porque tem uma visão clara e estudada da forma e contexto como os sucessivos governos de Portugal têm tratado a questão da segurança interna neste pequeno canteiro à beira-mar.
Segundo porque a sua argumentação se fundamenta na lei que todos conhecem, (CRP) mas que cada um interpreta à sua maneira, sendo esta bem clara quanto à qualidade e condição militar.
SEparando nitidamente F. Armadas de Forças de Segurança.

Infelizmente os nossos politicos e governantes nunca foram capazes de assumir esta realidade. A impressão que fica, é que os nossos governantes são pessoas sem coragem e sem convicções ou pior têm medo de beliscar os interesses dos generais. Se assim não fosse, há muito que a GNR se tinha fundido com a PSP ou vice-versa.

A interpretação irrónea da CRP quanto ao estatuto dos profissionais da GNR e a dualidade de Forças de Segurança vai continuar a pesar nos bolsos dos contribuintes e a ter inconvenientes no serviço que estas lhe prestam.
Tal facto só revela pequenez, cegueira e falta de coragem de romper com o passado, porque a "tradição da dualidade" mesmo que tenha elevados custos para o país é para manter.

Até quando ?

É urgente um debate sério e alargado sobre o modelo de segurança interna que melhor sirva o estado e o povo português.

J. Faustino

Anónimo disse...

Acho cá uma graça. Não me vão agora dizer que vamos ter um horário à pala da ASPIG….
Essa sem dúvida era a piada do ano…
Deve-se a quem lutou por ele, deve-se a quem foi para a rua e não ficou de braços cruzados em casa, à espera de promessas.
Já agora explica lá oh Alho, como é que vai o Estatuto vai ser aprovado em 2 semanas se ele ainda não existe, na pratica. O que existe é um pré-cozinhado entre o MAI e o CG? O Rui Pereira disse no dia 31 de Março que o projecto do estatuto estava a ser discutido entre eles logo não entendo…. Alguém anda a mentir. Agora é a APG
Esta realmente…. Vai acreditando, vai e sentado.
Ou será que esta notícia é só para te acalmar a consciência, porque não fomos para a rua como os outros. Olha eu não foi no dia 31 mas também acho que isto tudo é uma grande operação de charme entre a ASPIG e o MAI.

Jorge G Santos

Anónimo disse...

TEXTO RETIRADO DO BLOGUE SECURITAS - ZÉ GUITA - Comentário de Alves de Fraga a propósito do delirio de querem que a GNR seja á viva força «militar»:
"Caro Senhor,
Antes do mais agradeço-lhe a passagem pelo «Fio de Prumo».
Por norma não tenho o hábito de dar resposta aos comentários que são deixados no meu blog; quero-o uma tribuna onde, segundo os critérios por mim definidos – que são de ampla abertura – cada qual deixe a sua opinião e seja dela tão responsável como eu sou da minha. Não admito, nem aceito provocações, porque, também não as cultivo!
Vou tentar dar resposta a alguns dos pontos que achou discutíveis ou, até, controversos. Inventario-os, primeiro, para deixar o meu ponto de vista em seguida.
“GNR como força não militar”, “ética militar e deontologia policial na GNR”, “a GNR como corpo especial de tropas”, “quarta estrela vs director nacional civil”, “conceitos de militar, militarizado e para-militar”.
Vamos, então, pela mesma ordem.
A GNR é, desde sempre, por definição e por atribuição de funções, uma força essencialmente policial destinada a garantir a ordem, a segurança e paz internas. Creio que isto é indiscutível. Está, por conseguinte, virada para a defesa interna. Por definição, por tradição e por vocação, as forças armadas estão viradas para a defesa externa. Excepcionalmente a GNR pode ser chamada a colaborar em certo tipo de missões viradas para a acção exterior, tal como as forças armadas podem reforçar o dispositivo da defesa e segurança internas em situações de excepção. Assim, a excepção não pode (não deve) ser tomada como regra.
Para compreender a GNR como força militar e não força policial é preciso fazer o recuo histórico e chegar às Guardas Municipais das quais a GNR foi herdeira. Deste modo, no século XIX aquelas Guardas eram constituídas, na sua máxima força, por militares permanentes (ou praças em regime de readmissão) oriundas do Exército. As Guardas constituíam uma “primeira linha” do exército vocacionado para a repressão interna. Nem a República e muito menos o Estado Novo alterou este conceito, pelo contrário, reforçaram-no e, não foram raras as vezes, em que o Exército foi chamado a colaborar com a GNR na reposição da ordem interna. Nessa altura e nesse contexto, fazia todo o sentido que a GNR fosse uma força militar, porque não estavam separadas as áreas de actuação das forças armadas e das forças policiais. Os tempos evoluíram e os conceitos também. Hoje há uma clara separação do que é ordem interna e ordem externa (ainda que o fenómeno “terrorismo” tenha trazido para a ordem interna o inimigo externo). Deste modo, só o peso da tradição e as conveniências corporativas do Exército arrastaram unido, por anos excessivos, aquilo que devia estar separado há muito tempo, pois que nem a formação, nem a vocação dos oficiais do Exército está virada para a repressão interna nem para a manutenção da ordem nesse domínio.
A conjugação actual, na GNR, da ética militar com a deontologia policial resulta, afinal, do quadro que anteriormente tracei. Mas note que não sei como pode conviver pacificamente com a sua consciência um oficial do Exército – preparado para defender a Pátria dos seus inimigos (que supostamente não são seus concidadãos) – quando é confrontado com a necessidade de fazer uma carga policial sobre civis (seus concidadãos) que supostamente alteram a ordem pública! As polícias fazem-no, sem rebates nem problemas de consciência, porque têm de ter, por formação específica, um entendimento do uso da força em favor da colectividade e da ordem colectiva. Misturar as duas coisas é perigoso, porque, às duas por três, se pode instituir um Estado policial ou um Estado militarizado – situações que, em si mesmas, são pouco consentâneas com o Estado democrático.
A GNR como corpo especial de tropas continua a ser assim chamada em consequência do quadro já antes abordado. Em boa verdade a GNR poderá ser um corpo especial de polícia, com características específicas e modos de actuação específicos. Corpo de tropas só pode resultar de uma distorção de um passado em que se confundiram duas missões que em si mesmas eram distintas, como aliás já disse.
Não advogo um director nacional civil, mas também não defendo um general do Exército. Aceito que, de acordo com um estatuto próprio e um sistema de graduações apropriado, o comandante-geral da GNR seja um membro da corporação que atinja o mais elevado posto da mesma, acabando, de uma vez por todas, com a presente situação “promíscua” de um oficial (ou vários) do Exército a comandar a corporação.
Para ser rápido, esclareço que guardo a designação de militar para os membros das forças armadas, militarizado para as corporações que se regem por princípios iguais ou semelhantes aos dos militares, embora com elementos distintivos e paramilitar reservo para as corporações cujo comportamento profissional é paralelo ao da corporação militar (daí o sufixo “para”, de paralelo). A GNR, na perspectiva da legitimidade (não da legalidade) e na da deontologia militar é, no presente momento, uma corporação militarizada; se se desligar em absoluto dos laços que a prendem ao Exército e estabelecer a sua própria idiossincrasia passará a ser uma corporação paramilitar .
Que compreenda e aceite a minha explicação, quem quiser.
Os meus cumprimentos"

Anónimo disse...

Ainda Alves de Fraga:
"Indo mais directo à questão central, não é só por razões éticas ou deontológicas que entendo que a GNR não deve fazer parte das forças armadas e, por isso, ser somente uma força militarizada; é, exactamente por aquilo que ela é.
Ora, o que a GNR é, não se define através do que está na lei, mas através do que ela efectivamente faz. E o que a GNR faz, no seu quotidiano constante, é trabalho de segurança interna, trabalho de policiamento. E, tanto assim é que a sua inserção na estrutura orgânica do aparelho do Estado é dentro do MAI e não no do MDN.
Se, efectivamente, a GNR estivesse inserida organicamente no MDN ela poderia ser (eventualmente) uma força militar integrada nas forças armadas e, nesse caso, seria uma polícia militar que, em circunstâncias extremas, actuaria no âmbito do MAI. Mas isto não é a realidade presente, nem nunca foi. Assim, não se pode tomar a nuvem por Juno, isto é, não se pode dizer que é uma força militar só porque albergou militares nos seus quadros (em regime de comissão) os quais lhe deram a forma militar (porque outra, também, não saberiam dar). Ela é, essencialmente uma força policial em consequência da sua missão principal e fundamental. Uma força policial que escondeu durante o tempo da República e da ditadura a vergonha de o Exército servir para reprimir e oprimir a população interna. A GNR foi uma espécie de máscara que o Estado emprestou ao Exército para o colocar como esteio do poder político, fazendo de uma parte da sua oficialidade carrascos da população, oprimindo-a.
Hoje é desonroso (eu não aceitaria um cargo na GNR enquanto oficial das forças armadas) ser oficial general das forças armadas e, mantendo o mesmo uniforme e as mesmas regalias, ocupar cargos de comando e direcção na GNR. Não por aquilo que a GNR é ou faz, mas por aquilo que um oficial das forças armadas aceita fazer ou mandar fazer. Se há camaradas meus com vocação policial deveriam ter seguido a carreira correspondente (isso, em si mesmo, não é desonroso), mas ter tido a vocação para defender Portugal na ordem externa e aceitar subverter essa vocação para servir numa corporação vocacionada para a manutenção da ordem interna é, no mínimo, pouco digno!
Aqui tem. A GNR é uma força policial de segurança interna que cumpre, e bem, a sua missão, mas é só isso e nada mais. É-o, por força das funções que desempenha (assim já sociologicamente está certo?). Deste modo, mesmo que a Lei a classifique como entender, não passa de uma força militarizada (uma força militarizada não é composta por militares) e nunca deve ser confundida com forças armadas; é, por força das suas funções e do seu real desempenho, uma força de segurança interna, uma força policial.
Esta é a minha inamovível posição sobre o assunto. E mais não digo, porque mais dizer era repetir-me e só poderei dizer o contrário quando a GNR fizer o mesmo que as forças armadas, isto é, defender, na vertente externa, Portugal."

Anónimo disse...

Quem é que foi para arua?!!!
O pau mandado do PCP mais meia dúzia de comunas?
Vou rir.


Luis Algalentejano

Anónimo disse...

Sarmento Pimentel referia que à Polícia deveria caber um papel exclusivo de “investigação, informação e manutenção”. Quanto ao Exército este serviria para a Guerra e na “Paz a sua missão consiste na preparação de todos os elementos para a Guerra”, porque o «Exército polícia» e o «Exército político» são “a negação completa da sua alta missão para com a Pátria”. Quanto ao papel da GNR o excerto textual é elucidativo:
«A Guarda Republicana devia ser uma força para intervir apenas quando a polícia tenha sido impotente para a manutenção da ordem, isto é, quando a ordem está alterada e tem de se reprimir a desordem com violência. As suas funções são de intervenção e repressão. Quando a Guarda Republicana intervém, já a desordem atingiu uma fase tumultuária e grave, já foi um caso extremo de absoluta necessidade.
É portanto indispensável que seja uma força cheia de prestígio, de energia, de severidade. A sua presença seria bastante para garantir a solução rápida, eficaz, de qualquer maior desordem. Para tal fim não há necessidade duma Guarda de muitos milhares de homens, como agora mas dumas centenas de militares disciplinados, física e moralmente aptos, comandados por oficiais distintos. As grandes Guardas pretorianas – logradouro de misérias e incompetências com maus instintos – foram sempre causas de rebelião nas mãos ambiciosas e sem escrúpulos dos políticos e dos partidos, e pesam no Orçamento ainda mais que as patas dos seus cavalos na consciência da gente livre.»

Lingrinhas disse...

O "Sarmento Pimentel" é capaz de ter razão.
Que acham?

Rosal Fernandes disse...

Se os efectivos da ex-Brigada de Trânsito são os mesmos que eram antes daquela unidade ser extinta, por que razão os Postos Territoriais têm de tomar conta de acidentes de viação onde antes era a Brigada que tomava conta deles?

Quando se telefona a dizer que há um acidente na EN 10, Km ? dizem logo que não tem patrulhas disponíveis, quando se sabe que têm quatro patrulhas no exterior e próximo do local do acidente.

E depois vimos carros da ex- Brigada de Trânsito nos logradouros dos restaurante e os elementos da patrulha encherem o o papinho do bom e do melhor, e pagantes nada.

Sr. Comandante Geral ponha termo a esta pouca vergonha que reina na Guarda. Essa gente queria ser da Unidade Nacional de Trânsito, mas como envergonharam Portugal e a Guarda em particular, foram excluídos e agora é a vingança. É tão mediocre essas subespécie de gente.

Anónimo disse...

Deixa andar, isto um dia vai rebentar e falta pouco.
Temos os militares de cavalaria que acabaram o curso específico de cavalaria á espera de colocação e no posto um militar de cavalaria quase duas semanas de serviço de cavalariça por falta de efectivos, temos guardas a limpar cavalariças, para limpar as cavalariças não devia estar alguém que está no desemprego, mas também é normal nesta guarda,temos 75% dos guardas a fazer de tudo menos patrulhas.

Anónimo disse...

"Acabar com a BT foi um erro político"
por CLICÍNIO LIMA Hoje


Os sindicatos ligados à GNR apontam o dedo ao PS que, sozinho, aprovou em 2007 a nova lei orgânica daquela força de segurança que acabou com a Brigada de Trânsito (BT), e dizem compreender a revolta dos cerca de dois mil militares que foram obrigados a abandonar aquela unidade especial. Estes elementos, noticiou ontem o DN, para manifestar a indignação, ponderam levar o Estado a tribunal, por negligência, sempre que detectarem um acidente para cuja causa possa ter contribuído a falta de segurança rodoviária. A proposta foi aprovada sexta-feira, num jantar com 120 elementos.

"Acabar com a BT foi o maior erro político", disse ao DN José Alho, presidente da Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda (ASPIG). "Acabou-se com uma unidade especial quando a especialização é cada vez mais necessária", disse, frisando: "Diariamente há nova legislação, nacional e comunitária, novos motores, novas tecnologias e, em vez de se dividir a BT em especialidades, pois foi isso que outros países fizeram, acabou-se com ela."

José Manageiro, da Associação dos Profissionais da Guarda (APG) recorda a falta de consenso na aprovação da nova lei orgânica da GNR. Só o PS votou a favor e chegou a ser vetada pelo Presidente da República. "É, por isso, um processo ainda em aberto", salientou.

A BT tinha cerca de 2400 elementos quando foi extinta. No seu lugar surgiu a Unidade Nacional de Trânsito com 160 elementos, alguns dos quais sem o curso de trânsito que na BT era obrigatório. Para os dirigentes sindicais, a GNR perdeu a capacidade de fazer prevenção rodoviária.

Anónimo disse...

João Maria Ferreira Sarmento Pimentel (1888-1987)


"Oficial de Cavalaria.
Participa na greve académica de 1907.
Participa na Grande Guerra, combatendo no Sul de Angola e na Flandres.
Destaca-se em 1919, quando acaba com a Traulitânia no Porto.
Colaborador da revista Seara Nova, aparece como chefe de gabinete do ministro Ezequiel de Campos, em 1925. Participa na revolta de Fevereiro de 1927 e passa para o exílio no Brasil. Autor de Memórias do Capitão, Porto, 1975.

Oficial de cavalaria, intelectual e combatente da liberdade. Figura impar da moderna história Portuguesa, personalidade prestigiada no mundo da cultura e do processo político de afirmação da democracia em Portugal."


Paulo

Anónimo disse...

Continuo com alguma sorte apesar de tudo...Ontem fiz Lisboa-Porto à noite em 2horas...mas soube entretanto que há um carro disfarçado que à noite consegue captar a velocidade com câmara...sei que é preto mas não sei qual a marca ...mas lá no fundo, e eu que faço estas viagens 2 e 3 vezes por semana, é um entretimento interessante para não adormecer vir à procura dos carros disfarçados, dos carros identificados, dos radares nas pontes, baixar para os 150/140km a velocidade quando um carro se aproxima, voltar a aumentar para os 160km e... quando se afasta...nunca nos dá o sono...é a forma que os Destacamentos de Trânsito dos Comandos territoriais , arranjaram de os condutores não adormecerem nas estradas....

Enfim...

Anónimo disse...

Quando aqueles que "matam" as instituições por questões meramente políticas são os mesmos que reconhecem o valor da sua existência (vida)....só se pode entender tal paradoxo no âmbito da loucura....
Foi assim com a BT/GNR.

Veja-se o louvor conferido pelos causadores da sua morte:


Louvor n.º 11/2009
"Louvo, por proposta do comandante -geral da Guarda Nacional Republicana,
a Brigada de Trânsito, da Guarda Nacional Republicana,
sediada em Lisboa, pela forma extraordinariamente empenhada, valiosa
e competente como ao longo da sua existência desempenhou a missão
que lhe foi atribuída em todo o território continental.
Criada pelo Decreto -Lei n.º 265/70, de 12 de Junho, como unidade
especial de trânsito, iniciou a sua actividade em 1 de Julho do mesmo
ano, após extinção da Polícia de Viação e Trânsito, tendo -lhe sido atribuída,
prioritariamente, a missão de fiscalização do cumprimento das
disposições legais e regulamentares sobre viação terrestre e transportes
rodoviários e o apoio aos utentes das estradas.
No âmbito da actual reorganização e reestruturação das forças e
serviços de segurança em geral, e da Guarda Nacional Republicana em
particular, a Brigada de Trânsito é agora extinta, sendo a sua missão
atribuída à nova Unidade Nacional de Trânsito e, em simultâneo, às
Unidades Territoriais agora criadas.
No cumprimento da sua missão, a Brigada de Trânsito, constituída
por Comando e Estado -Maior, Grupo de Acção de Conjunto, 5 grupos
regionais, 21 destacamentos e 15 subdestacamentos, desenvolveu o
seu esforço no sentido de manter a ordem e o respeito pela lei nas estradas
de Portugal continental, dissuadindo e reprimindo, em especial,
as infracções que colocassem em risco os utentes das vias rodoviárias,
contribuindo, deste modo, para a redução dos índices da sinistralidade
rodoviária.
De destacar, também, a excelência da acção desenvolvida no âmbito
da protecção das pessoas e dos bens dos intervenientes em acidentes de
viação, no auxílio e aconselhamento aos utentes das vias de comunicação
e na colaboração e apoio a todas as entidades estatais e particulares de
relacionamento institucional. O nível atingido nesta actividade só foi
possível devido à grande motivação, capacidade de planeamento e comando,
notável dedicação à causa pública, apurado sentido de missão,
exemplar espírito de obediência e bem servir, disponibilidade total e
permanente e competência técnico -profissional de todos os elementos
da Brigada de Trânsito, que assim fizeram jus à sua divisa «Isenção,
Firmeza e Cortesia».
Mercê do esforço desenvolvido e das qualificações que possuem, a
acção quotidiana dos militares da unidade apresentou, invariavelmente,
níveis de proficiência e de desempenho elevados que foram genericamente
reconhecidos, não só pelas entidades e organizações ligadas
às questões da segurança rodoviária mas, igualmente, pelo cidadão
anónimo que beneficiou da presença das patrulhas da Brigada nas vias
do território continental.
Por tudo o que ficou expresso é de elementar justiça reconhecer que
dos serviços prestados pela Brigada de Trânsito, da Guarda Nacional
Republicana, durante a sua existência, resultou honra e lustre para o País,
devendo como tal serem publicamente reconhecidos como relevantes,
extraordinários, importantes e distintos.
Assim, ao abrigo dos artigos 7.º e 9.º, ambos do Decreto -Lei
n.º 177/82, de 12 de Maio, manda o Governo, pelo Ministro da Administração
Interna, condecorar com a medalha de ouro de serviços
distintos de segurança pública a Brigada de Trânsito, da Guarda Nacional
Republicana.
23 de Dezembro de 2008. — O Ministro da Administração Interna,
Rui Carlos Pereira."


PAULO.

Anónimo disse...

Foi em Junho de 2007. Há quase um ano. O que mudou - para melhor - desde então?

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA:
"25 | I Série - Número: 093 | 9 de Junho de 2007

Trata-se de um compromisso que, pela primeira vez, é traduzido num plano de investimentos em instalações e equipamentos das forças e serviços de segurança para o período dos cinco anos económicos subsequentes à respectiva aprovação.
Com este plano, o Governo pretende duplicar o investimento médio anual dirigido à GNR e à PSP, mas sem que tal se traduza num aumento global da despesa do Estado.
Investimento que permitirá: a renovação do parque imobiliário, entre esquadras, postos e comandos, num total de cerca de 130 instalações; o reequipamento das forças através da substituição de cerca de 3000 viaturas de patrulha; a entrega a todo o efectivo da GNR e PSP das pistolas de 9 mm; a continuação do programa de aquisição de coletes balísticos; a conclusão da instalação da Rede Nacional de Segurança Interna; o desenvolvimento do Sistema Informático de Apoio às Operações da GNR, a reformulação do Sistema Estratégico de Informação da PSP e conclusão do Sistema de Contra-Ordenações de Trânsito (SCOT); a implementação do Sistema Integrado de Redes de Emergência e Segurança de Portugal (SIRESP); a instalação do sistema integrado de vigilância, comando e controlo (SIVICC) e, finalmente, a execução de um programa nacional de videovigilância.
Este é um momento de mudança e de uma aposta clara na melhoria dos nossos serviços e forças de segurança.
Com esta mudança, o empenhamento dos homens e mulheres que servem as forças de segurança é indispensável. Ninguém como eles pode sentir a importância desta reforma, que garantirá a ordem, a segurança e a tranquilidade pública com mais e melhores meios, os quais se reflectirão na moral e no desempenho dos agentes, essencial para o bem-estar de todos nós."


Paulo

Anónimo disse...

espectacular amigo Paulo. Esta ideia só podia vir de VªExª.
Gostei. Sabia deste louvor, mas a sua ideia foi brilhante.
Obrigado por esta e pela outra.
GOSTEI, GOSTEI,,,,, GOSTEI.....

Das duas, uma: Ou o louvor tansmite a verdade ou então foi uma mentira do sr. MAI!!!!!!

"Alcatroeiro"

Anónimo disse...

Em relação ao Sr. sortudo Lisboa Porto, muito bem, prevenir em vez de reprimir.
Não é o que toda a gente quer?
O que é que é melhor, despertar o condutor sonecas, ou tomar conta dum acidente com ele, infelizmente onde alguns dos quais, não voltaram a acordar?
Em relação à duração da viagem
(2 horas), não se esqueça também, que de vez em qundo, um cachorrito ou outro, atravessam a AE.
Boas viagens...

Renato disse...

Esse louvor concedido à Brigada de Trânsito não passa de um logro. Primeiro levou a machada fatal e depois deram-lhe o louvor. É de mestre.
E os elementos que constituíam a ex Brigada de Trânsito estão todos contentes com o louvorzeco. Alguns já mandaram emoldurar o louvor. Mantêm-no dependurado na parede do quarto. Esse louvor está cheio de veneno. Devolvam-no ao MAI.

Anónimo disse...

OS Homens passam e morrem as instituições ficam e transforma-se.
Caros senhores-militares da ex-BT.
Já pensaram quantos litros de lágrimas, baba e ranho e montanhas de lamentações existiriam neste país, se todos aqueles cidadãos que um dia viram a instituição à qual pertenceram extinta, procedessem como os senhores.
Era o descalabro total. A começar na ex-PVT,depois BT, Guarda Fiscal,depois BF, Policia Florestal, ex-DGV, ex-Junta Autónoma das Estradas, ex-não sei quantas...
Senhores militares da BT, deixem de chorar o leite derramado, porque toda a gente por aí diz, que o vosso amor, não era a farda da BT, mas sim os extras ou indexantes que compunham o ordenado ao fim do mês. Os favores, a mesa posta em muitos locais, as prendas, os arranjinhos que vos igualavam ao patamar superior da sociedade do Sargento Garcia. O Profissional e chefe do Grupo do saque e da corrupção.

Os Srs. deviam estar calados e a cumprir o vosso dever, só isso e nada mais.
Foi assim que os ex-Guardas Ficais fizeram e fazem, bem como os elementos da Policia Florestal, hoje integrados na GNR.


O sr Comandante Geral sabe bem quem trabalha com devoção e vocação. Os vossos colegas patrulheiros dos P. Territoriais.

Sim esses é que deviam usar uma farda distinta e auferir um vencimento capaz de compensar os enormes sacríficios e apoio às populações.

Boa noite e saúde para todos os GNR´s.



Ass: Ludovico

Anónimo disse...

Saia já um louvor para o camarada Ludovico, que chamou os bois pelo nome. É isso mesmo camarada, aquela rapaziada tinha e tem tanto amor à farda como eu à morte. Se tivessem amor à farda não a tinham manchado. Já toda a gente falava à boca cheia da corrupção na Brigada de Trânsito. Foi pena apanharem só soldados e cabos e um sargento. havia gente mais do topo que fez brutas vivendas na Venda do Alcaide e em Azeitão. Mas sobre esses não vi correr qualquer processo. Quase todas as altas esferas da ex Brigada de Trânsito têm brutas vivendas e grandes vidas. Já os do Territorial vivem em apartamentos adquiridos através de empréstimo bacário que muito lhes custa a pagar. Um qualquer elemento da ex Brigada de Trânsito recebia de ordenado o que recebia um do territorial com o mesmo tempo de serviço. O da BT fazia vida de rico e o do territorial contava os tustões para chegar ao fim do mês de cabeça erguida. Será que o dinheiro do da BT era fémea?

Anónimo disse...

AS música dos ex-brigadeiros:



http://www.youtube.com/watch?v=lHDQym1lAkM

Anónimo disse...

voces são muito burros! E aqui em Évora onde os comandantes de grupo e outros oficiais estão arguidos com herdades de 800 e 900 hectares.
Merda houve e há em todo o lado.
Mais os guardas tinham uma escala para irem trabalhar para as herdades (38 soldados foram ouvidos pela PJ).
Oficiais da BT iam de helicpotero buscar prendas.
Por isso o territorial também devia acabar.
Merda e da grossa havia e há em todo o lado.
Agora vai um carro de Évora com os senhores e a sua familia passear. Est~~ao a siar neste momento. O carro é da GNR.
Por isso continua tudo na mesma. Não dêem tiros nos pés a dizer que o territorial é melhor ou pior.
Durante pouco tempo vão novidades e nao é da BT, mas sim do territorial.
Digo e repito merda há em todo o lado.


PJ

Anónimo disse...

À Direcção da ASPIG
Até que enfim tomaram uma atitude há muito necessária. Com gente desta não outro modo de proceder.
Áqueles que passam a vida a denegrir a ex-BT quero dizer-lhes que tem telhados de vidro não deve cuspir para o ar. Se na realidade houve homens indignos na BT também havia gente de muita qualidade. Como em todo o lado. Pessoalmente tive 16 anos na BT não tenho qualquer património e desloco-me num carro em 2ªmão com 10 anos. No entanto vejo alguns territoriais, esses sim proprietários de grandes mansões e ostentam carros de grande cilindrada e modernos. Não me puxem pela língua que ainda escrevo aqui os nomes. Caladinhos pois antes que chateie.Guardem as vossas frustrações em casa e não venham para o lavadouro público denegrir uma força que vos emprega,paga e vos sustenta. Aprendam o que é a gratidão.

Atento disse...

Anónimo de 07 Abril, 2009 12:22, então mencione aqui o nome desses
proprietários de grandes mansões e que ostentam (eu diria conduzem) carros de grande cilindrada e modernos. Gostava de ver!

Vamos aproveitar enquanto a censura não vem para saber quem esses novos ricos. Não está a falar do Coronel de Setúbal que esteve na BT muitos anos e construiu duas vivendas com piscina em três/quatro anos?

Ou do Soldado de Setúbal, da BT, que construiu uma enorme vivenda em Palmela, tem um bruto BMW e uma bruta mota e passa férias todos os anos nos Brasis, Cubas e outros locais apetecíveis?

Quer mais?

Anónimo disse...

MUITO BEM ASPIG .

APOIADA JÁ ONTEM ERA TARDE PARA POR FIM AO LAVAR DE ROUPA SUJA QUE ALGUMA GENTE DESOCUPADA VINHA AQUI LAVAR.

SAUDAÇÕES PARA TODOS


Manuel

Anónimo disse...

Meus amigos dentro da GNR e da ex brigada de trânsito em particular há muito profissional cheio de pecados. Reparem por exemplo nesta situação que se vive na Lota em Setúbal:
- Apesar da brigada fiscal ter acabado e por conseguinte deixar de fazer serviço na Lota, ali continuam a ir muitos "meninos" da ex-brigada fiscal buscar em grande quantidade o peixinho fresco e de qualidade sem pagar um c~entimo que seja. Os donos do peixe lamentam-se dizendo: "aqueles xulos não nos largam".
Não haverá ninguém a nível superior com poderes para acabar com aquela tradição ancestral?

É que depois todos passam pelo mesmo mas só os desavergonhados e sem dignidade é que têm tal conduta.

Anónimo disse...

Ora, dita o art.º 19.º do projecto, tipo copy-paste do actual, que o militar(?) beneficia de:
- suplemento de serviço da condição militar;
- suplemento de serviço das forças de segurança;
- suplemento de risco policial;
- suplemento de comando, suplemento de turno/escala, suplemento de piquete e, depois, a alinea e) deixa-me intrigado.
Será um suplemento para cada especialidade:
- SEPNA;
- Investigação Criminal e,
- outras tropas especiais.

Botam-se a escriturar estas coisas, sem apurarem as consequências.

Aquele projecto de artigo debita para suplementos (ou outra coisa com outro nome) que é obra.

Deve ser mais alguma norma, das ditas, programáticas.

Lá tá o 220 ( voltios ? ) para continuar a criar "tensão eléctrica" nos licenciados, seja de que estabelecimento for.

Posto isto, continuo sem sorte nenhuma! não fui escolhido. Tou fodido! Acho que vou ingressar (ou já lá estou) nos indisponiveis.

Preterido 1.14, e em tudo o que seja por escolha.

Anónimo disse...

Este tópico não era sobre o horário de serviço?

Anónimo disse...

O n.º 2 do art.º 21.º do projecto, tipo copy-paste, com umas pequenas diferenças.

Por acaso alguém está a receber algum com+lemento de pensão?

Pois eu acho que não, nem nunca irá ser concedido, nem nunca será inscrito lá no dito orçamento.

Mesmo há bocado, os da televisão zurziram p´rá ali que um GNR estava alguns anos à espera de um dinheirito por ferimentos em combate.

Pois, agora vêm com complementos. Os gajos enfeitam bem a coisa, só que depois não há coisa.

Preterido 1.14, e em tudo o que seja por escolha.

Anónimo disse...

Alguem sabe explicar-me aquela das subcategorias do art.º 29.º do projecto, tipo copy-paste.

Aquilo é capaz de implicar uns dinheiritos. Para quem conheça a tal lei doze ah!, é a conclusão que tira.

Preterido 1.14, em tudo o que seja por escolha.

Anónimo disse...

Como estou nos indisponiveis, vou ter algum tempo.

Pode ser que escreva alguma coisa sobre horários de serviço.

Já agora não se esqueça de dar uma vista de olhos naquele artigo do projecto copy-paste, que fala das listas de promoção, o 113.º.

Boa noite.

Preterido 1.14, e emtudo o que seja por escolha.

Anónimo disse...

Infelizmente o blogue que se afirmava pluralista e democrático, cedeu às pressões dos que têm rabos de palha e sentem-se incomodados com as verdades que aqui são ditas a respeito das suas condutas vergonhosase até criminsosas. Por essa razão e fruto dessas pressões, o blogue vai adoptar uma postura de censura a partir do dia 10Abr09, como é usual de qualquer regime fascista e tutalitário.

Anónimo disse...

O último comentador como os restantes vermelhos, vêm em todo o lado repressão, censura - faxismo, mas não são capazes de enxergar e assumir todos estes adjectivos do lado das ditaduras comunistas.
Já me enjoa falar deste tema, mas é um mal necessário, para ver se estes senhores assumem de uma vez por todas que as ditaduras de esquerda-comunistas foram e são tão más ou piores que as de direita.
A ex-URSS foi o expoente máximo dessa ditadura repressiva e sanguinária.
Não atirem pedras aos outros porque os vossos ideais bebem do sangue daqueles que foram fuzilados pelos comunistas ou que morreram nos campos de trabalhos forçados da Sibéria, á fome ao frio etc..., e continuam a morrer nas prisões e campos de concentração da China, Coreia do Norte, prisões de Cuba, Venezuela e outros.

Por favor mudem o discurso e vejam os erros dos vossos Ícones ou referências históricas.
Em particular e para o último comentador. Escreve-se Totalitário e não «tutalitário».

Passar bem.

Anónimo disse...

Aqui em setúbal na UCC, anda um ambiente hiper poluido, ninguem se entende , nem sabemos quem comanda, tal é a desorganização!! onde havia 1 oficial antes da restruturação, agora existem há 3 oficiais a comandar não sei bem o quê!!! os sargentos dão-se todos mal, é cada um para si!! um trabalha em par-time na guarda, porque o trabalho realmente dele é estudar na universidade. O outro, o mais pulha, não vale a agua que bebe, tambem resolveu ir estudar, para não se ficar atras do outro, mas anda só a passear os cadernos. o grande chefe tambem estuda na universidade. Resumindo na UCC de setubal é só estudiosos à conta do estado, só o zé guarda não tem direito a estudar, pois tem que fazer os patrulhamentos à costa!!!
Nas secretarias onde antes havia 3 guardas, agora existem 8, é tipo cama quente como nos submarinos, levanta-se um da cadeira, pra se sentar outro!!! e viva a restruturação!!!!

Anónimo disse...

Há dias apanhei um cabo, mais que matreiro, fardado e de jeep nissan patrol da Guarda, a carregar peixe fresco e do bom na lota de Setúbal. Agora quando passo por ele na parada do quartel baixa a cabeça. Querem a matrícula do jeep e o nome do xuleco?

Só falta isso. A denúncia está feita, agora averiguem.

Os homens da lota e alguns da praça estão fartinhos de ser explorados.

Anónimo disse...

Quando é que os comentadores deixam de relatar situações que se enquadram no âmbito do "jornal de caserna"?
Este espaço, na minha humilde opinião, podia ser aproveitado para um "encontro" de opiniões/ideias e não - como se verifica na maioria dos comentários - um "defiar" de situações banais do quotidiano. Isto não é um tanque onde as "mulheres" lavam. É um blogue de uma associação de profissionais da Guarda devidamente identificada. Será que é dificil de endender....
Alguém se recorda que em 14/Abril/09 decorrem - nos quarteis da Guarda - eleições para os representantes no Conselho Superior da Guarda(CSG) e no Conselho Superior de Ética Deontologia e Disciplina (CEDD) da categoria proficional de Guardas?
Alguém sabe alguma coisa sobre o novo Estatuto da GNR, cujo projecto já circula algures?
Alguém sabe que o actual Comandante Geral da GNR tem 60 anos de idade e a idade limite - enquanto Tenente - General - para passar à situação de reserva, é 62 anos? (nesta situação o que se pode esperar do CG?)
Alguém sabe qual é o efectivo de militares - e dentro destes por categoria e posto - estabelecido no quadro orgânico da Guarda? Será que nesse quadro há Majores, Mores, Chefes, Ajudantes, Coroneis, etc....etc a mais ou a menos?
Qual a percentagem, em termos proporcionais, de louvores e penas disciplinares, conferidos pelo Ministro e/ou Comandante Geral e outras entidades a Oficias, Sargentos e Guarda?

Nestas matérias está tudo bem? Tudo mal? Há justiça? Não há justiça?

Os alegados factos na "lota" de Setubal são mais importantes?

Paulo

Anónimo disse...

Os factos verdadeiros ocorridos na lota de Setúbal são importantes que deviam ser participados ao Ministério Público. Há pessoas que são coagidas e ameaçadas. Ou dão o que muitas lhes faz falta para sobreviver ou são encostadas à parede. O estrábico é que sabe quem são os desgraçados vitimas de constante exploração.

Gente indigna é o que é.

Querem as matrículas dos jeep,s e o nome dos vampiros? É só dizer.

Anónimo disse...

claro que queremos para a PJ investigar. Vamos a eles.

Anónimo disse...

JN
Colegas apanham chefe da GNR a desviar dinheiro
Ex-comandante de posto de Canelas, em Gaia, acusado de peculato pelo Ministério Público
00h30m
NUNO MIGUEL MAIA
Um antigo comandante da GNR de Canelas, em Gaia, está acusado de ter-se apropriado ilicitamente de mais de mil euros, em 2006. O próprio confessou a autoria do crime e aceitou repor o dinheiro. A hierarquia castigou-o.
Em Abril e Maio de 2006, pelo menos oito indivíduos fiscalizados pela GNR, em Gaia, resolveram pagar em dinheiro as respectivas multas. Chegados ao posto, os militares entregaram ao comandante, um sargento-chefe, os documentos de contra-ordenação e o dinheiro vivo que lhe correspondia.
As normas obrigavam o chefe dos guardas a depositar as notas numa conta da Caixa Geral de Depósitos e a dar conta nos arquivos internos da GNR que as multas estavam pagas. Era ele que controlava todo o processo.
Só que, em Junho de 2006, um novo comandante do posto da GNR de Canelas detectou que algo não estava bem. Os autos de contra-ordenação estavam indevidamente arquivados porque não tinham anexada cópia de talão de depósito na Caixa. Estavam em causa 1040 euros. E, apesar disso, os autos de contra-ordenação tinham manuscrita a menção "pago". Pois estava "pago" mas não estava depositado.
De imediato, os demais militares do posto apontaram suspeitas ao anterior comandante, que fora entretanto transferido para o Regimento de Cavalaria, em Lisboa.
Confrontado com os desvios em processo disciplinar da GNR, o suspeito começou por negar. Mas, posteriormente, acabaria por confessar os factos, aceitando repor o dinheiro. Fê-lo em Novembro de 2006. A hierarquia castigou-o com 40 dias de suspensão.
Na altura dos factos, havia desaparecido, também, uma máquina de jogo apreendida numa operação da GNR. O comandante do posto foi também apontado como suspeito, mas o aparelho acabaria por ser detectado na cave do edifício da GNR de Canelas.
Foi entretanto instaurado processo-crime e a Polícia Judiciária do Porto passou a investigar o caso. O ex-chefe da GNR, agora com 55 anos, não quis prestar declarações, além do que disse no processo disciplinar.
Agora, o Ministério Público de Gaia acusa-o por crime de peculato. O ilícito é punível com pena entre um a oito anos de cadeia. Mas atendendo à reposição dos valores, por parte do suspeito, a acusação entende não dever ser de aplicar pena superior a cinco anos de prisão.

Curioso. Não foi por casos como este, que a BT foi extinta???...

Anónimo disse...

oh
Paulo por acaso não é o sr que que tanto brada por causa dos licenciados? Se é licenciado então digo-lhe que profissionais á assim que se escreve. Ok?

Anónimo disse...

Ao último Prosador...
Não avalie as questões pela rama, melhor o Paulo.

Consulte o Blogue dele e tire as suas ilações.
www.filhosdeumdeusmenor.bologspot.
com

Ok.

Anónimo disse...

A denuncia não está feita, diga o nome dos guardas da UCC de setúbal que vão á lota exigir peixe, o nosso general, quer os nomes para se proceder a processos disciplinares.

Anónimo disse...

Ao comentador de 09 Abril 09 12:56

Obrigado por ter detectado um erro de português. De facto não se escreve «proficional» mas sim «profissional». Um erro de "palmatória". É um facto.


Sabe, há formas de sabermos se alguém ainda faz uma leitura atenta dos nossos comentários escritos. Pode parecer uma desculpa apressada mas não é. Obrigado por ter lido o meu comentário.
Estranho é o facto de se apressar a evocar a licenciatura demonstrando, com isso, a sua inveja. Isso é que é preocupante…
Aconselho-o a estudar alguma coisa sobre o «imperativo categórico» formulado por Kant. Talvez, assim, possa reflectir sobre a sua conduta.
Para a próxima leia os comentários dos outros e os próprios e faça um levantamento dos erros. Irá ficar surpreendido consigo....

Paulo

Anónimo disse...

Anónimo diz:

«Ao último Prosador...
Não avalie as questões pela rama, melhor o Paulo.

Consulte o Blogue dele e tire as suas ilações.
www.filhosdeumdeusmenor.bologspot.
com"


Aqui temos outra situação que visa associar-me a blogues que nem conhecia. Será pelo facto do administrador do Blogue ter o nome de «Paulo». Bem...também existiram/existem Papas, Apóstolos e Santos com o nome de Paulo.
De qualquer modo acabei por visitar o referido blogue ainda assim não fosse um blogue defensor de “cenas” aberrantes. Ainda bem que se trata de um blogue com muito interesse, cujo administrador parece possuir uma “bagagem cultural” multifacetada e acima da média.
Um blogue onde se pode encontrar a palavra profissional escrita de forma correcta – não “proficional” – o que ajuda a concluir que não é da minha autoria.

Paulo

Anónimo disse...

Sr Paulo
No tempo do Prof Mário Dionísio na faculdade de letras ( não sei se conheceu ou ouviu falar) no início dum ano lectivo , após o preenchimento das fichas pelos próprios alunos e as terem entregues, diz o Prof: essa senhora que escreveu licenciada com "s" pode-se ir embora por que está chumbada.
Os comentários dei-os a si Dr Paulo.

Paulo Sempre disse...
Esta mensagem foi removida pelo autor.
Anónimo disse...

Ao anónimo de 10Abril09 12H52


Para além de conhecer o Professor Mário Dionísio, também conheci:

Ângelo de Sousa, Bárbara Assis Pacheco, Carlos Calvet, Eduardo Batarda, Emerenciano, Henrique Ruivo, João Abel Manta, João Cutileiro, João Vieira, José Rodrigues, Jorge Martins, Júlio Pomar, Maria Keil, Nikias Skapinakis, Pedro Chorão, Raul Perez, Rocha de Sousa, Sérgio Pombo, e Zulmiro de Carvalho.

Bem....mas isso não interessa para aqui.



Paulo

Anónimo disse...

Pois não interessa mesmo nada.