Sexta-feira, Dezembro 05, 2008

COMUNICADO

A Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda Nacional Republicana (ASPIG) sempre se tem preocupado com a situação dos Sargentos e Guardas da GNR, no que respeita ao aproveitamento das mais valias que os mesmos podem colocar no cumprimento da missão atribuída à Guarda Nacional Republicana.
Se as noticias sobre os vencimentos dos militares, comparados com outros corpos especiais do Estado, são demonstrativas de que os vencimentos dos militares se têm vindo a degradar desde 1979 deixando, por isso, transparecer a forma como os militares têm vindo a ser descriminados pela negativa, outras situação a esta se perfilam, que pela forma como lesam os direitos e legitimas expectativas dos militares não terão, também, deixado de contribuir para a elevada desmotivação dos militares da Guarda e, em ultima instância, para o aumento do numero de suicídios verificados na Guarda:
Esta associação não compreende as razões pelas quais o poder político, num momento em que a situação económica do País implica um esforço de todos os portugueses, no sentido de um melhor aproveitamento dos recursos humanos e materiais existentes, teima, há cerca de quinze anos, em desaproveitar recursos humanos qualificados existentes na Guarda Nacional Republicana.
O desaproveitamento de centenas de militares (Sargentos e Guardas) da GNR, titulares de um grau académico igual ou superior a Licenciatura - que conseguiram às suas expensas, sem prejuízo para o serviço ou para terceiros – é, de facto, mais um dos aspectos, a juntar a outros: vencimentos, sistema de saúde, horário de trabalho, mobilidade, dignidade, reconhecimento, condições de trabalho, que, necessariamente, contribuem para uma total desmotivação dos militares com as consequências já referidas.
A reestruturação do estatuto dos Militares da Guarda, que teima em não ser aprovado, deveria, finalmente…, resolver a questão dos Sargentos e Guardas, titulares de uma licenciatura, mestrado ou doutoramento, da GNR, que se arrasta há quinze anos.
Este arrastamento implica que os licenciados da Guarda estejam, face à legislação ora vigente, numa situação de igualdade em relação aos militares titulares do 4º ano de escolaridade, no que concerne a vencimentos, desempenho de funções e responsabilidades.
O ainda em vigor Estatuto dos Militares da GNR, aprovado pelo Decreto Lei nº 265/93 de 31 de Julho e já alterado oito vezes, consagra, mediante legislação especial, no seu Artº 213º, a ascensão à carreira de oficial dos Sargentos e Guardas, titulares de uma licenciatura.
Ainda assim, ao longo de 15 anos, o Governo sempre declinou a regulamentação do referido artigo relativamente à “legislação especial”, impedindo, por isso, a ascensão dos referidos militares à carreira de oficial e, em consequência, o desaproveitamento dos recursos humanos qualificados na GNR, com o agravante de que a omissão de legislar, por parte do Governo nesta matéria, ter defraudado legitimas expectativas dos militares. É incompreensível que se criem normas legais estatutárias que depois acabam por não serem regulamentadas.
São desprovidas de ética as promessas constantes dos responsáveis – Governo, Ministério da Administração Interna e Comando Geral da Guarda – quando são intimados ou instigados a prenunciarem-se sobre esta matéria por parte dos tribunais e do provedor de Justiça, responderem sempre com o argumento do que “o assunto esta a ser estudado” sem que contudo, no referido lapso de tempo, alguma alteração se tenha verificado.
O que, no entendimento desta Associação, só desmotiva aqueles profissionais que continuam a ver defraudadas as suas expectativas.
Talvez o Governo aproveite o facto dos militares terem pouco poder reivindicativo. Na verdade os militares em questão são "silenciados" por imperativo constitucional e um regime disciplinar rígido, o que os impede de se expressarem livremente, pois conforme “reza” a Constituição da Republica Portuguesa: «A lei pode estabelecer, na estrita medida das exigências das respectivas funções, restrições ao exercício dos direitos de expressão, reunião, manifestação, associação e petição colectiva e à capacidade eleitoral passiva dos militares e agentes militarizados dos quadros permanentes em serviço efectivo, bem como por agentes dos serviços e das forças de segurança e, no caso destas a não admissão do direito à greve, mesmo quando reconhecido o direito de associação sindical»

A ASPIG, porque de inteira justiça, e num momento em que um novo Estatuto dos Militares da Guarda se prepara para ser aprovado, espera que Comando Geral da Guarda e ao Governo através do Ministro da Administração Interna, finalmente, assumam, de forma clara e inequívoca, a concretização das suas “velhas” e reiteradas promessas com a regulamentação do constante no Artigo 213º do actual Estatuto dos Militares da GNR assim como os outro dispositivos legais ali previstos há 15 anos, no sentido de, finalmente, os Sargentos e Guardas da Guarda Nacional Republicana, titulares de um licenciatura, ascendam à carreira de oficial da Guarda como prevê o Estatuto há quinze anos, fazendo-se, assim, justiça!



Lisboa, 01 de Dezembro de 2008


José Fernando Dias Alho

Presidente Direc. Nacional

25 comentários:

Anónimo disse...

Caro amigo José Alho, Sr. Presidente desta Associação.

Tenho verificado com muito desagrado, o que de podre se constroi e que de são se acaba!
A alguns tempos atrás, quando ainda juntos caminhava-mos pela estrada de muitas lutas, ouvi algumas vozes defensoras, de que o futuro era o de aproximar a decisão da execução!
Tais passos foram seguidos pela nossa Policia de Segurança Pública, com a redução de Postos significativos para aproximar cada vez mais a decisão da execução.
Por cá, quem tão firmemente defendia tais argumentos, veio ele mesmo a fazer parte das vozes que propuseram e aprovaram o aumento de postos na Guarda Nacional Republicana.
Aliás, só não ficamos iguais ao exército ou até diria, não ficamos a ser o 4º Ramo das Forças Armadas, por obra e graça de Sua Ex.ª Sr. Presidente da Republica, ao vetar a primeira lei orgânica que previa o General de 4 estrelas para Comandante.
É triste sentir, que as forças de bloqueio são muitas, mas as forças que devem trabalhar e podem, não o fazem com os melhores interesses.
O aumento de vencimentos não se faz com aumento de Postos.
Houve uma proposta que chegou a andar por aí, onde se previa que a categoria de sargentos se chamasse Sub-oficiais, mas logo se levantou a voz do ilustre Sr. Presidente da Associação de Sargentos da Guarda, a dizer que não queria, pois não sed envergonhava de ser Sargento...
Esqueceu-se que a nossa congenere, Guardia Civil de Espanha, os seus Sub-oficias, são os Sargentos, sendo estes que podem escolher a sua pogressão na carreira, pela via sagento ou pela via Oficial. Sendo abertas as vagas para os os subalternos da categoria de Sub-oficiais, (sargentos), conforme os Subdestacamentos com vagas de comando, fazendo com que todos os Subdestacamentos existentes sejam Comandados por subalternos, mas sendo obrigatóriamente oriundos da carreira de sub-oficiais, (sargentos).
Como tal resta deixar aqui, um recado, quando se fazem propostas em tempo útil, à que se aproveitar o momento certo fundamentando inteligentemente, pois as únicas utopias que vencem são aquelas que são propostas por núcleos duros da sociedade, os pequenos tem que propor matérias concretas e deixarem-se de utopias que nunca serão levada em linha de conta e só servirão para criar indignação!
Parabens pelo Blog, parabens pela a Associação nova com rostos velhos! Um abraço
Rotiv Satna

Anónimo disse...

Ao Rotiv Satna

«Houve uma proposta que chegou a andar por aí, onde se previa que a categoria de sargentos se chamasse Sub-oficiais, mas logo se levantou a voz do ilustre Sr. Presidente da Associação de Sargentos da Guarda, a dizer que não queria, pois não se envergonhava de ser Sargento...»

Na verdade esse Sr. presidente da Associação de Sargentos da Guarda não esta entre os licenciados.Há muito tempo que a associação a que preside não têm qualquer "peso" no que concerne ao "espírito" associativo.

A omissão de qualquer legislação estatutaria por parte do Governo é , na minha opinião, uma falta de respeito pelos destinatários dessa mesma legislação.Criar e depois defraudar expectativas é agir de má-fé. Se é censuravel o facto do comum dos cidadãos agir de má-fé como classificar essa mesma conduta da parte do Governo ?
Um estatuto em vigor há 15 anos, entretanto alterado oito vezes, vai acabar por ser revogado com a entrada em vigor do novo estatuto e, pasme-se!!!! grande parte do constante no mesmo nunca foi aplicado devido ao facto da ausencia de regulamentação por parte do Governo,(Dec.Reg), do Ministério da Administração Interna (Portarias) e, ainda, por parte do Comandante Geral da Guarda (Despachos).
Mesmo quando o estatuto impõe prazos para regulamentação esta, passado que foram 15 anos, nunca foi publicada e nos casos em que tais prazos não ficaram expressos, ninguém se preocupou com uma coisa chamada "prazo razoavel". Nem os pareceres do Provedor de Justiça - embora não vinculativos - foram acatados.
Que punição "sofreram" os responsaveis?
Então se um normativo legal "manda" que se regulamente em, 30, 60 ou 90 dias e passados 15 anos ninguém regulamentou, estamos perante um crime de desobediencia ou de abuso de autoridade?
Entretanto muitos militares têm sido exemplarmente punidos pelo facto de não cumprirem o constante em normar (despachos, neps, ordens verbais)que na hierarquia das leis são muito inferiores a Decretos -Lei, Lei e Portaria.

Afinal quem é que tem o dever reforçado de dar o exemplo no que respeita a "cumprir e fazer cumprir as lei"?

Aqueles que defenderam com "unhas e dentes" o "pilar militar" na Guarda, o que têm a dizer agora que se perfila a "luta" para, tal como os militares das Forças Armada, aumentar o "suplemento das forças de segurança" - no caso especifico da Guarda porque é constituida por militares - de 14,5% para 20%. Em tempos aos militares das Forças Armadas não lhes foi aplicado os 25%/15% no aumento do tempo de serviço comparando-os, assim, às forças de segurança?


Paulo

Anónimo disse...

A Associação de Sargentos está para a categoria, assim como esta está para a aquela.

É a categoria onde as colocações e promoções por escolha têm sido avassaladoras.

É esta a categoria que apresenta maior indice de desistências na promoção, frequentemente por parte de militares, alguns de reconhecido mérito,e com melhores classificações nos cursos de carreira.

Não se pode esperar muito de uma Associação, onde os seus elementos estão sujeitos a uma, ou melhor, duas promoções seguidas por escolha. E, depois como isto não bastasse, a colocação por escolha ao abrigo do Anexo A à Nep 1.14.

Naturalmente que concordo plenamente na falta de coragem moral, a quem submete, subservientemente,a este estado de coisas, preferindo jogar "a meio campo".

Contudo, o tempo das 200 e tal promoções a sargento-chefe acabou, faltando apenas acabar com as colocações por escolha; das 30 e tal promoções a mor também.

A confusão é tanta nas promoções destes militares que ultimamente o MAI viu-se forçado a anular 2 despachos de promoção, um dos quais já com efeitos produzidos.

A Associação de Sargentos nem uma palavra proferiu a este respeito.

Às vezes há males que talvez venham por bem.

Preterido 1.14

Anónimo disse...

Ao preterido 1.14

Há associações que esistem apenas no "papel". Associações que pensam que as promessas dos politicos, das Instituições publicas ou dos superiores hierarquicos se cumprem nos resguardos gabinetes e/ou corredores de luxo. Não!!! Actualmente, se alguma coisa se conquista é, infelizmente, na praça publica. Não devia ser assim. Porém, há muito tempo que certas associações e/ou sindicatos descobriram que os políticos têm medo dos "midea" pois só estes conseguem "pôr a nu" o que se esconde na alta política.
A associação de sargentos, caiu em desgraça pelo facto de se remeter ao silêncio e , ainda, acreditar no "menino Jesus".
A ultima vaga de Sargento Chefe foi prenchida a 31/12/06. Todas as vagas existentes, posteriores a esta data, encontram-de por prencher.O mesmo não aconteceu relativamente às vagas de coronel. Porque será?
Em que estado se encontram as listas de promoção a Sargento-Chefe, respeitantes aos anos de 2007 ? Cumpram ao menos o Estatuto!!!!!

Entretanto o curso de promoção a oficial da Guarda já inclui um "bloco complementar", num total de 196 horas que confere aos alunos capitães a equivalência a Pós-Graduação em Direito e Segurança e permite que os interessados, de forma voluntária, se candidatem à 2.ª Fase (estudos avançados em Direito e Segurança), que lhes permite, no prazo de um ano, obter o mestrado.

Nada disto se verifica quanto aos Sargentos e Guardas. Será que a associação de Sargentos não esta atenta?

Paulo

Anónimo disse...

Código Deontológico do Serviço Policia

(...)

«Artigo 10º
Responsabilidade

1. Os membros das Forças de Segurança assumem, prontamente, os seus erros e promovem a reparação dos efeitos negativos que, eventualmente, resultem da acção policial.

2. Os membros das Forças de Segurança, a todos os níveis de hierarquia, são responsáveis pelos actos e omissões que tenham executado ou ordenado e que sejam violadores das normas legais e regulamentares.»


Será que não há omissões, violadoras das normas legais e regulamentos, que devem ser punidas?

ASS: Bruxo

Anónimo disse...

Onde é que isto vai parar? Mais um guarda agredido no algarve, quando este se identificou para tentar repor a ordem publica, ao ver um homem agredir uma mulher, homem este que já tem varios processos crime contra si, tais como, homicidio qualificado,trafico de estupfacientes,posse ilegal de arma de fogo. Há duas semanas agrediu, injuriou e ameaçou uma patrulha e agora voltou a repeti-lo tendo sido detido em ambas, e o engraçado disto tudo é que o mesmo saíu apenas com TIR, e o guarda está de baixa resultante das agressões.O guarda, como já se sabe, é um escape da sociedade onde as pessoas descarregam os seus problemas, mas o mais grave é que qualquer dia pensam: "bem vou ver se encontro para aí um guarda para levar uns murros para aliviar o stress", isto tudo resultado do sentimento de impunidade actual dos criminosos.
ass:Action Man

Anónimo disse...

Já que não conseguem ter coragem politica de por os encostados á patrulha, então criem mais especialidades para os patrulheiros, deixa de haver patrulheiros e assim ficavamos todos encostados. Em vez de a patrulha ir tomar conta de uma ocorrência as pessoas vinham ao posto denuncia-las.
ASs:Action Man

Anónimo disse...

Iniquitate loqui (falar com justiça)
Quot capital, tot sententiae!
É a GNR uma instituição secreta envolvendo o que se chama iniciação e portanto o segredo especial a esta inerente? Muitos...diriam que sim....! mas, não é. Mas pode passar a ser uma "ordem" secreta iniciática.Secreta por uma razão indirecta e dirivada - a mesma razão por que eram secretos os mistérios antigos, incluindo os dos cristãos, que se reuniam em segredo para louvar a Divindade.
Oficiais:
Ingresso na GNR até 1984 (alferes miliciano), podem chegar a coronel com o 9º ano de Escolaridade.
Ingresso na GNR de 1984 até 1987, 11º ano + CAA,(alferes miliciano)e sargentos do quadro, podem chegar a coronel.
Ingresso na GNR de 1987 a 1994, 12º ano + CAA,(alferes miliciano) + sargentos do quadro,podem chegar a Coronel.
A partir de 1994, Academia Militar (licenciatura em ciências militares), poderão chegar a marchal.

Uns foram iniciados da "ilha do diabo", outros em "Tugendbund" e outros com os praticas de iniciação da Academia.Todavia...são todos oficiais.
Uns são "filhos d!lgo", outros da Trafaria, alguns retornados. Todavia...são oficiais.

E os destinatários do Artº 213º do EMGNR?

Anónimo disse...

Absque sudore et labore nullum opus perfectum est.
«Ó tu, Sertório, ó nobre Coriola,
Catilina, é vós outros dos antigos
Que contra vossas pátrias com profono
Coração vos fizestes inimigos:
Se lá no reino escuro de Sumano
Receberdes gravíssimos castigos,
Dizei-lhe que também dos Portugueses
Alguns traidores houve algumas vezes» (Lusíadas,IV, 58)

Largo do Carmo. Templo do "Gallos"?
Os "Gallos" não eram propriamente sacerdotes mas uma espécie de ordem estabelecida nos arredores dos templos. O seu superior tinha o título de «Arquigallo» e o seu emblema era um galo, animal de capoeira.
Praticavam um ritual orgiástico multitudinário e catártico cujos actores eram sobretudo os homens.
A castração,constituia a forma derradeira do «orgiasmo».
Os iniciados não se castravam publicamente em orgias de rua como Hierápolis, mas em sessões secretas de que não há testemunhas.
As flagelações no cúmulo do delírio associavam-se ao desejo impossível de possuir a Mãe e funcionavam como catarsis colectivas.A castração era simultaneamente um meio brutal de responder à impossibilidade de possuir a Mãe ou a Mulher e o equivalente ao cumprimento dum voto de lealdade à sua castidade e à castidade do "Arquigallo".
A castração tinha o carácter de um acto de amor para com a Mãe, servia para lhe demonstrar um desejo imenso de lhe agradar, de renunciar a algo em favor dela e de se parecer com ela.
Nessa possessão sagrada, com tais mutilações voluntárias, manifestava-se uma aspiração ardente a libertar-se dos instintos e dos laços da matéria.

Este culto da Mãe dos Deuses castradora tinha os homens como actores ou vítimas mas era encorajada pelos seus "estados maiores: coordenador, técnico e pessoal". Eram eles (estados maiores) que incentivavam a castração dos rapazes que possuiam uma (licenciatura).
Só se estes rituais e "praxes" vierem a fazer parte da "legislação especial", prevista no Artº 213º do EMGNR ,é que os Sargentos e Praças licenciados passam a estar, de facto e de direito, desmotivados.
Agora vou ver se o meu cavalo de tiro, certo de que ele se deixa aparelhar docilmente, como arranca, trota, pára, recua, volta, se não afega, se não sibila, se não se assusta. Todavia se o "bicho" estiver com "setress" sempre posso rever os conhecimentos transmitidos por "Allan Kardec" e o espírito do marchal, digo marechal bastonado, ou anti-general?...até me pode socorrer.

Com saudade de vis a este blog

Ass:"ABUSUS"

Anónimo disse...

Sobre o futuro.


Manu militari
Asinus asinum fricat

Vou escrever algumas palavras com profunda amargura:
Ano:2040
msg nr 265/40
TOP secreto
Relâmpago
251130DEC40
Assunto: Oficial General oriundo do 1º curso de oficiais criado por força da legislação especial prevista no Artº 213º do EMGNR(1993)
Data de hoje situação de desertor General (Y) teatro de guerra crime traição Pátria(.)

Resposta à msg 265/40 de 251130DEC04:
Que um soldado, tenha jurado defender com a sua vida a integridade da Pátria, ajude a desintegrá-la em troca de uma falseada tese de doutoramento; que um general, garante da hierarquia e da disciplina militar, cubra com o seu nome infames condenações pelas costas de camaradas seus (nem julgados nem sequer ouvidos) e se submeta às insolentes e criminosas imposições dos seus subordinados, para conseguir uma grau académico;que um chefe, ao considerar perdida a batalha que parecia disposto a dar, se retire pura e simplesmente, abondonando ao adversário não só no campo de acção como todos os seus companheiros de combate (que vão encher encher, também sem julgamento, as prisões); que alguém com a Torre e espada se renda sem condição perante o inimigo; que tudo isto - e bastante masis! - tenha sido possível, retira evidentemente ao general (y) o conforto moral que sentiu o Rei de França, Francisco I perante a derrota que não consegiu evitar :«tout est perdu, fors I,honneur». Aqui pelo contrário, tudo se perdeu, «même I,honneur».
Não é fácil para qualquer português pensar sem humilhação, sem sentir como própria a vergonha da dramática mas inevitavél conclusão, que um general português, levando ao peito a marca dos hérois, a velha insígnia militar do «valor, lealdade e mérito», a traiu tragicamente, deixando-se afundar com a Pátria - sem glória e sem honra.

Nota:Só que um português, da geração de 2040, venha a ter que escrever o que aqui foi escrito, que seja, desde já, revogado o Artº 213º do EMGNR.

Agora audiatur et altera pars

Agora vou armis et castris

ASS: ABUSUS

Anónimo disse...

Sr. general da B3:


2 Postos em que chove, como na rua em que os militares tem que andar com baldes e alquidares (alguns destes ingremessos, tem de os trazer de casa).
São eles os PT de Mértola e Ferreira do Alentejo.

O bombeiral tem quartéis melhores que a n/ Guarda.

Os nossos camaradas, merecem melhor.

Veja se resolve, antes da destruição e entrega aos vampiros.


Falta pouco, o comando distrital
deixar cair o resto dos quartéis.


Lima 32

Anónimo disse...

JORNAL o "MIRANTE"

"9 Dez 2008, 19:05h
Sargentos e praças da GNR com licenciatura impedidos de serem oficiais




A Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda (ASPIG) lamentou hoje que centenas de sargentos e praças da GNR com uma licenciatura estejam "impedidos" há 15 anos em ascender à carreira de oficial como prevê o Estatuto Militar da Guarda.
Em comunicado, a ASPIG adianta que os licenciados da GNR estão "numa situação de igualdade em relação aos militares titulares do quarto ano de escolaridade, no que concerne a vencimentos, desempenho de funções e responsabilidades".
De acordo com a associação, o Estatuto Militar da Guarda, aprovado em 1993 e já alterado oito vezes, consagra a ascensão à carreira de oficial dos sargentos e praças titulares de uma licenciatura.
No entanto, há 15 anos que "o Governo sempre declinou a regulamentação" do artigo que estabelece a "legislação especial", "impedindo, por isso, a ascensão dos militares à carreira de oficial e, em consequência, o desaproveitamento dos recursos humanos qualificados na GNR", sublinha o comunicado.
Para a ASPIG, "o desaproveitamento de centenas de militares da Guarda titulares de um grau académico igual ou superior a licenciatura é, de facto, mais um dos aspectos, a juntar aos vencimentos, sistema de saúde, horário de trabalho, mobilidade, dignidade, reconhecimento e condições de trabalho, que, necessariamente, contribuem para uma total desmotivação dos militares".
No comunicado, a ASPIG apela ao Comando-Geral da Guarda Nacional Republicana (GNR) e ao Ministério da Administração Interna, numa altura em que o novo Estatuto Militar da Guarda está para ser aprovado, para que regulamentem o artigo que permite a ascensão dos sargentos e praças com uma licenciatura à carreira de oficial."


ASS: 4.ª classe

Anónimo disse...

Mas quem disse que os sargentos e praças não podem ascender a oficial? Há exemplos mais que suficientes de sargentos que as cenderam. Têm é de fazer o curso próprio.

Anónimo disse...

Tenham dó, porra! Agora com um curso superior (?!!) tirado por correspondência, assim tipo do José Sócrates, que diz que é engenheiro mas não é, é tudo treta, já queriam ser Oficiais da Guarda com um curso tirado na independentes, na moderna e outras universidades da treta. Vão para a Academia para ver o que é sofrer. Aí sim, aí são Oficiais de verdade.

Anónimo disse...

SÓ POR TER UM CURSO SUPERIOR "a pagar" QUER SER OFICIAL DA GUARDA????
PORQUE NÃO FOI PRA ACADEMIA? ASSIM TAMBEM OS PRAÇAS COM 12º PASSAVAM A SARGENTO. "não se iluda" COMO SARGENTO AJUDANTE SABE DEUS...

Anónimo disse...

Operação “Cais”!

Naquela noite estava um frio de rachar, ouvia-se ao longe o rugido das ondas, numa escuridão imensa, onde de vez em quando surgia um clarão de relâmpago, que alumiava o Cais.

Havia suspeitas de desembarque.

A grandiosa operação “Cais” rigorosamente delineada pelo Capitão Falido, Licenciado em Ciências Militares, detentor do Curso de Operações Especiais, condecorado com a Medalha de Mérito Militar, queria impor aos velhos Guardas os métodos utilizados com os recrutas.

O Capitão Falido não sabia, verdadeiramente, levantar um Auto de Noticia, por mais simples que fosse, nem o número do decreto que regulamentasse qualquer infracção – o RDGNR e o CJM sempre lhe resolveram as situações difíceis.

Soldados Leal e Modesto guiaram as suas motorizadas estrada fora, até ao Cais do Caladinho.

Naquela noite um aguaceiro, tipo “molha parvos”, impedia-os de estender a manta para se agasalharem.

Eram 7 horas ali parados, a olhar os vultos fantasmagóricos dos navios em reparação que, na berlinda das ondas ressacadas, naquele movimento impetuoso, dançavam desordenadamente envoltos num chilrear metálico, apenas cortado pelo grito de uma gaivota mais afoita.

O Soldado Modesto olhou a noite.

- Foda-se! Que tempo este – murmurou. Olhando para o lado da estrada, procurando descortinar os faróis do jipe do Capitão Falido.

- Oh! Modesto, com um mar destes, a única coisa que temos de vigiar é o jipe do Capitão.

Para estes dois Guardas não haveria operação nenhuma. Tinham batido a costa, desde a Ponta Juízo até à Praia da Loucura, anos demais.

O fundamental era não serem apanhados de surpresa pelo capitão de ciências militares.

Preterido 1.14

Anónimo disse...

OS PRAÇAS E SARGENTOS QUE QUEREM SER OFICIAS DA GUARDA, QUE CONCORRAM À ACADEMIA. SÓ POR O FACTO DE SEREM LICENCIADOS EM AMBIENTE,HIGIENE E SEGURANÇA,ENGENHARIA ALIMENTAR,GESTÃO,"DIREITO", ECT, É CURTO NÃO CHEGA, SENÃO SÃO IGUAIS AOS CAPELÕES. havia de ser bonito, todos os militarões da Guarda na Universidade pra serem oficiais.

Anónimo disse...

Os iluminados da AM...

Se ao menos os que passaram pela A M. soubessem escutar entender o que vai no coração e na alma dos que comandam, já era bom.
Salvo algumas excepções, tal nunca aconteceu e não vai acontecer, porque ali lhes é incutida a ideia de que eles ( Ofis da AM )depois de entrarem naquela "Sacra Ordem" passam ao "estado" de seres superiores, detentores da suprema sabedoria literária, científica, cultural, quando afinal, tal proselitismo se resume às ciências da guerra, da frieza, da desumanidade e do absurdo de olhar e manter à distância aqueles que comandam, tratando-os como seres inferiores, em vez de os olhar como seres iguais, somente em posições diferentes na escala hierárquica.
É este pensamento e comportamento prosélico da excelsa classe Oficiada, que leva cada "soldado" a ver nestas criaturas um inimigo.
Que nunca apoia, que só complica a vida de quem jurou servir o povo e a nação, mesmo com o sacríficio da própria vida. Para tal nem precisa de pensar, basta usar os dois instrumentos criados e bem conservados pelos pais da AM. São eles o RDGNR e o CJM.
A beleza e perfeição humana corporal, provêm da mãe natureza, que por sua vez declina no juízo e no saber da mente, a descoberta do caminho que conduz cada ser humano à descoberta da verdade e à quase perfeição, nunca á perfeição suprema.
Só quem assim pensa, escuta, compreende e consegue ver o que vai no fundo da alma dos que legitimamente anseiam chegar mais além, Legítimados pelo saber árduo da "calçada, do asfalto, do frio, da chuva, do calor intenso, da noite gelada, da maresia costeira, dos saltos e solavancos da moto do barco" da ingrata e por muitos odiada profissão que escolheram. O rosto da
Guarda são eles; "seres desprezados e inferiores". Os seres "sublimes e supriores" são a sombra invísivel, que de repente surge, para castigar ou recolher os louros das formigas.


"Demos"

Anónimo disse...

“O melro, esse conheci-o bem,
Era preto, luzidio,
Madrugador jovial”

Guerra Junqueiro

Poema dedicado aos senhores, que querendo parecer que o são (competentes), o não são. Gostaria de os ver, a eles, aos melros, em situação de verdadeira crise, (co)mandar, os seus homens, para se aperceberem que afinal, estavam sozinhos, porque na realidade ninguém seguia seus passos… A razão, a de os melros pensarem que estão muito acima dos homens, com poderes divinos, por meramente terem sido paridos por algo a que deram o nome de academia MILITAR ( onde pára a parte que diz, ou deveria dizer Ordem e acima de tudo Segurança???).

Solado, eterno Soldado.

Anónimo disse...

Aos senhores Dr. em «Ciências Militares»
Muitos destes senhores têm desenvolvido, ao longo dos anos, tiques de um pedantismo insuportável, que lhes foi instilado pelas próprias chefias. Julgam-se uns «ungidos de Cristo».
Estes «jovens turcos», antes de andarem a apregoar as pretensas qualidades da sua formação, ao ponto de revelarem uma arrogância inaudita, deviam fazer uma reflexão séria sobre a qualidade da formação adquirida na AM e terem humildade de perceberem as suas fragilidades congénitas.
Basta consultar o Relatório da Comissão de Avaliação Externa da CNAVES (Curso da GNR/AM de 2003) para se perceber que a ignorância atrevida é um mal nacional. Aqui ficam alguns excertos incómodos para a famigerada licenciatura:
Pontos fracos:
- A ocupação de tempo dos estudantes, a despeito das modificações já introduzidas, no bom sentido, com vista a reduzi-la, é ainda considerada excessiva, não disponibilizando tempo suficiente para as actividades de estudo, situação que carece de progressiva revisão.
- O número de professores civis com qualificação académica elevada é baixo.
- No tocante à generalidade do corpo docente, deve recorrer-se apenas às possibilidades previstas no ECDU, (Estatuto da Carreira Docente Universitária) em termos de atribuição de categorias idênticas ou equiparadas às previstas naquele diploma, evitando situações de pouca clareza. Em resumo, a qualificação dos professores só deve ser julgada, alternativamente, ou pela sua qualificação académica, no tocante às matérias de conteúdo “civil” (leccionada maioritariamente por professores civis) ou pela especialização e experiência profissional dos docentes militares, a quem competirá principalmente a leccionação de conteúdos essencialmente militares.
- De um modo geral, consideramos que a actual constituição do corpo docente é excessivamente variada e pouco clara, tal constituindo uma das vulnerabilidades do sistema.
- As actividades de investigação são ainda incipientes e requerem um esforço sustentado para o seu reforço.
Recomendações
- No que respeita à estrutura curricular, recomenda-se, na generalidade, a libertação de mais tempos, a ser consagrados ao estudo das matérias leccionadas, o que poderá ter incidência sobre as ocupações de tempo sujeitas a horário.
- Numa perspectiva de médio e longo prazo, sugere-se a substituição de uma parte das aulas teóricas com carácter expositivo, por actividades de auto-aprendizagem, com base na disponibilidade de materiais de aprendizagem de qualidade, designadamente em suporte informático.
- Recomenda-se o reforço generalizado das competências, tanto em matéria de qualificação académica do pessoal docente civil, como do reforço de qualificações profissionais do pessoal docente militar.
- Recomenda-se o preenchimento progressivo da totalidade das vagas nos quadros de pessoal docente civil, segundo as normas do ECDU.
- Recomenda-se o reforço das competências efectivamente exercidas pelo Conselho Académico, designadamente no tocante ao recrutamento e formação académica do pessoal docente e à análise dos currículos dos cursos, com vista à sua permanente actualização
- Recomenda-se a realização regular de actividades de sensibilização e de formação contínua dos docentes em matéria de métodos e técnicas pedagógicas, designadamente as que fazem apelo à utilização de novas tecnologias aplicadas ao ensino.
- Encoraja-se o desenvolvimento progressivo das actividades de investigação do pessoal docente.
- Recomenda-se a adopção, pela AM, de uma perspectiva de Qualidade Total, por via da criação de um Plano Anual de Qualidade e da designação de um Gestor do Plano.

Anónimo disse...

Quem não consegue entrar na faculdade, vai para a Academia Militar!! é fácil, é barato e dá milhões!!! (mas primeiro tem que arranjar uma boa cunha!!)

Anónimo disse...

Eu e o António, frquentamos a mesma escola primária. Eu fiquei pela conclusão do ensino primário com a classificação de BOM. O António, apesar de ter concluido o ensino primário (4.ª classe) com a classificação de Suficiente, continuou os seus estudos enquanto eu fui "lançado", anos a fio, à labuta rural.
Entretanto, muitos anos passaram quando, certo dia, reencontrei o António.
Confesso que, nesse reencontro, me senti constrangido. Na verdade as minhas "vestes" de trabalhador assalariado quase que beliscavam o uniforme impecável do António, agora jovem oficial subalterno com o curso superior (licenciatura) em ciências militares da Academia Militar.
Este reencontro deixou-me verdadeiramente satisfeito na medida em que o meu "velho" amigo me pareceu - pelo aspecto e troca de palavras - um militar valente, desembaraçado, enérgico, firme, determinado, persistente, hábil, bem preparado, pragmático, com alta capacidade intelectual, visão política, serenidade...
Afinal era um amigo formado na Academia Militar. Disse eu para os meu botões de cortiça.
Confesso que, após o reencontro, passei a orgulhar-me de ter um amigo, o Antonio, pois passei a ver nele um autêntico chefe, completo e quase providencial.
Entretanto, os anos passaram.
Por razões que não interessa aqui referir, constatei mais tarde que, afinal...aquela imagem que representava do amigo de infância ( o António) tinha sido cuidadosamente "fabricada" na Academia Militar e poucos elementos eram reais.Facto que levou a que o seu artificialismo não tardasse a evidenciar-se quando - pelas força das circunstântias - teve que assumir, efectivamente, a função de Comandante/Chefe.
Então começaram a saltar à vista de todos os defeitos introduzidos dolosamente na "fabricação": a imagem de valentia estava construída sobre o frágil alicerce de uma falta de coragem moral, levando-o ao temor quase doentio de assumir, no momento próprio, a responsabilidades das delicadas decisões; o suposto desembaraço afinal correspondia a pusilanimidade das constantes vacilações na acção; as sucessivas claudicações não autorizavam já a confiança na esperada energia e firmeza de atitudes; nem as indecisões, as incoerências e a desorientação com que o meu amigo António, oficial formado na Academia Militar, lhes permitiam encarar os acontecimentos mais banais com a teterminação e persistência que lhes eram exigidas; em lugar da habilidade e agudeza de vistas, foi-se revelando uma inverosível credulidade, fruto - além do mais - de uma agora bem visível inexperiência e de uma inexplicável falta de "cultura militar" que deixaram igualmente sem conteúdo a imagem do "Comandante/Chefe" pragmático e bem preparado para Comandar/Chefiar tropas.
Até a sua concepção da vida em sociedade denunciavam, agora, uma fragilidade intelectual e uma ignorância assustadoras. Os seus frequentes ataques de cólera, desmentiam, categoricamente, a impassividade, a serenidade, que eu tinha presumido do meu amigo António, oficial formado na Academia Militar.
Fiquei triste!!! Afinal...brincamos juntos com as mesmas, carretas, as mesmas bolas de trapo...
As dezenas de demonstrações de ingenuidade, incoerência, insensatez, do meu amigo António ou melhor: o meu amigo Dr. Antópnio, licenciado em ciências militares na Academia Militar, haviam de balizar, na minha opinião, uma curta carreira militar de candidato aos postos mais elevados da hierarquia militar pois, pouco a pouco, era - à luz dos meus olhos - visivel o desmantelamento dos componentes do "edifício" artificialmente erguido e forjado em mitos que se escondem nos "corredores" da vida.
Para espanto meu, à dias voltei a encontrar-me com o meu amigo António. Confesso que quase fui vitima de AVC, quando o meu amigo António me disse que tinha sido promovido por escolha sendo que, a forma deslumbrante como o disse deixava transparecer que , nessa promoção por erscolha, tinha ultrapassado uns quantos militares mais antigos que ele.
Senti vontade de "bradar às armas" com o que cabara de ouvir.
Lembrei-me da frase de um velho sargento, com a 6.ª classe, que conheci na tropa : "nem tudo o que luz é ouro".
Sargento que, na minha rural opinião, havia de fazer-se - se não tivesse sangue vermelho como o comum dos mortais - um verdadeiro oficial com humanidade embora "licenciado" na ciência " o pão que o diabo amassou.

Paulo

Anónimo disse...

Sobre a formação na AM em “Ciências militares”. Em termos epistemológicos não existem ciências militares, logo trata-se de um jargão sem substância que só serve para enganar tolos. A Táctica e a Estratégia, bem como a Logística são os únicos conhecimentos específicos do domínio da “arte militar”. Sim, falamos em “arte militar” e não em ciência, porque estes conhecimentos não são ciência.
Se olharmos atentamente para o currículo do curso da GNR na AM, constatamos que apenas 12 cadeiras podem ser enquadradas na “arte militar” ainda que algumas só com muito esforço (v. g. Treino físico, preparação e treino militar, equitação). Assim, em rigor, a famigerada licenciatura em “Ciências militares” só contempla sete cadeiras semestrais que se enquadram na dita “Ciência militar” (v. g. Táctica Geral e Operações militares I e II, Logística, Elementos de armamento, Organização do terreno, sistemas de armas da GNR(?) e Tiro, Transmissões e Guerra Electrónica). È muito pouco para ser uma licenciatura na “arte militar”…
A falácia e o embuste reside neste ponto, porque a licenciatura dos Oficiais da Guarda é um arrazoado de cadeiras sem qualquer conexão e lógica em termos epistemológicos, revelando uma incoerência científica que há muito devia de ter sido banida do sistema universitário português. Mas isto é um problema mais profundo e que toca com a reforma do dito “ensino militar” e no lobby das FA, dos desperdícios de dinheiros públicos a propósito de uma alegada especificidade que esconde a ambição da manutenção de feudos e interditos. Se os militares querem ter ensino universitário os seus estabelecimentos de ensino deviam reger-se pelas regras das universidades e não inventarem “especificidades” que só servem para criar mitos de origem, castas baseadas em rituais iniciáticos e processos de socialização mediavelescos, que desacredita o dito ensino militar. Crie-se uma Universidade da FA aberta à sociedade e, sem dúvida, que os militares ganhariam em prestigio e reconhecimento. Os “rituais” ficariam para as escolas práticas e tirocínios.
Retomando o curso da GNR. Com efeito, da licenciatura em “ciências militares” da GNR, 12 cadeiras são jurídicas e tiram-se em qualquer faculdade de direito. 19 são cadeiras na área das ciências sociais e humanas e podem ser tiradas em qualquer faculdade (v. g. História, Sociologia, Gestão, Economia, Relações Internacionais, ó para ilustra algumas) e, pasme-se, só 2 são conhecimentos específicos da GNR e, salvo melhor opinião, nem deviam ter dignidade de cadeira universitária, porque o seu conteúdo é estritamente técnico-profissional (v. g. Táctica da GNR I e II).
Conclusão: o famigerado curso não é de Ciências militares, nem policiais, nem de coisa nenhuma. É uma forma do Exército perpetuar a sua ideologia e pessoal na GNR, através de um ensino que transmite os “valores” e a organização que o Exército Português entende que devem prevalecer na Guarda e tal nem seria grave, salvo se a Guarda não fosse uma polícia e Portugal não fosse um Estado-membro da EU…
Saudações

Anónimo disse...

As habilitações não são sinónimo de competência, a prova de isso são os nossos oficias com tantos anos de estudos, quando vêm um soldado até parece que o querem comer, alguns tem uma certa dificuldade em dizer bom dia ou boa noite e quando olham para o militar a primeira coisa que fazem e tirar um RX ao militar de alto a baixo e pergutam se há falta de graxa,porque a gravata esta torta ou algo assim parecido,muito pouco para tantos estudos.
Têm muita pouca consideração por aqueles que o protegem nas situações mais complicadas, na rua, no terreno não existe RDGNR e CJM.
Ass:Action Man

Anónimo disse...

Ciência militar é o estudo da técnica, psicologia, prática e outros fenômenos que constituem guerra e conflito armado.


Os licenciados em ciências militares (oficiais da Academia Militar) estudam técnica, psicologia, prática e outros fenômenos que constituem guerra e conflito armada.
Actualmente, só além fronteiras podem aplicar os seus conhecimentos...
Aqui em Portugual apenas podem "brincar" aos "soldadinhos de chumbo"...

Paulo